Bienal do Livro de São Paulo bate recorde e recebe 760 mil visitantes
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 14 de setembro de 2026 às 10:28 | Atualizado há 52 minutos
A 28ª Bienal do Livro de São Paulo recebeu 760 mil visitantes em dez dias | Foto: Reprodução/Instagram
A 28ª edição da Bienal do Livro de São Paulo terminou com um número histórico: 760 mil pessoas passaram pelo evento ao longo dos dez dias de programação. O público representa um novo recorde para a feira e supera os 722 mil visitantes registrados em 2024.
Realizada entre 4 e 13 de setembro, a edição de 2026 também apresentou crescimento na estrutura física e mudanças pensadas para ampliar a experiência dos visitantes. Ao todo, foram ocupados 87 mil m², área 28% maior que a utilizada na edição anterior.
A ampliação permitiu corredores mais espaçosos e melhorias na infraestrutura. Cinco dias tiveram ingressos esgotados, enquanto uma das novidades foi a criação de uma programação noturna direcionada especialmente ao público adulto. A organização também ampliou a iniciativa de cashback.
Autores e diversidade de gêneros
A Bienal reuniu 800 autores, sendo 91% brasileiros, além de 269 expositores. Entre os escritores que participaram do evento estiveram nomes como Raphael Montes, Conceição Evaristo, Paula Pimenta, Carina Rissi, Thalita Rebouças, Lynn Painter e Alice Oseman.
A variedade de públicos também se refletiu nos livros mais procurados. Fantasia, comédia romântica, suspense e terror estiveram entre os gêneros que movimentaram os estandes durante os dez dias.
A Intrínseca, por exemplo, destacou o desempenho de títulos de fantasia, com “A Guerra da Papoula”, de R. F. Kuang, entre os livros que despertaram interesse dos visitantes. A editora também apontou a força das comédias românticas, especialmente entre os fãs de Lynn Painter e Sarah Adams.
No caso de Painter, seis títulos estavam entre as opções disponíveis e a presença da autora atraiu uma grande quantidade de fãs durante o primeiro fim de semana da feira.
O suspense e o terror também tiveram forte procura. Entre os destaques citados pela Intrínseca estão a série japonesa “Não Mexa”, que aborda a hipervigilância em uma sociedade cada vez mais conectada às redes sociais, e “O massacre da família Hope”, que figuraram entre os livros mais vendidos ao longo do evento.
Editoras registram crescimento
O recorde de público também foi acompanhado por resultados positivos para diferentes grupos editoriais.
A Rocco registrou faturamento 121% superior ao obtido na Bienal de São Paulo de 2024 e 37% acima do resultado alcançado na última edição realizada no Rio de Janeiro. Segundo a editora, o desempenho fez de 2026 a maior Bienal de sua história.
Sextante e Arqueiro também encerraram a participação com crescimento de 82% em comparação com a edição paulista de 2024.
Já a Intrínseca informou aumento de 85% no faturamento em relação à última Bienal realizada em São Paulo. O resultado acompanhou o crescimento da procura por diferentes gêneros, especialmente fantasia, romance, suspense e terror.
A Livraria Loyola também destacou o desempenho comercial. Durante os dez dias de evento, foram vendidos mais de 60 mil exemplares, abrangendo categorias como ficção, literatura jovem e jovem-adulto, educação, pedagogia, filosofia, religião e teologia, literatura infantil e mangás.
Outros destaques de vendas
Na Editora Mostarda, o crescimento nas vendas chegou a 50%. Entre os títulos de maior destaque estiveram “Meu Pé de África”, de Marcos Cajé; “A Menina e a Toga”, de Flávia Martins de Carvalho e Micaela Prado; e “O Livro da Democracia”, de Cármen Lúcia, Mariana Oliveira e Sabichinho.
A VR Editora também celebrou seu melhor resultado em uma Bienal, com alta de 32% nas vendas em relação à edição anterior. O estande recebeu autores nacionais e convidados internacionais, enquanto títulos como “Império do Vampiro”, “As Palavras Não Ditas”, “Diário de um Banana 1”, “Uma Maldição para Samantha” e “Max Medroso” estiveram entre os destaques.
Outro resultado expressivo veio da Companhia das Letras. O grupo informou crescimento de 67% no faturamento e de 55% no volume de exemplares vendidos na comparação com a Bienal de São Paulo de 2024.
Com recorde de público, expansão da área física e resultados positivos para diferentes editoras, a edição de 2026 reforçou a dimensão da Bienal do Livro de São Paulo como um dos principais eventos literários do país e um importante ponto de encontro entre leitores, autores e o mercado editorial.
