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Canto e adoração

Redação DM

Publicado em 23 de janeiro de 2018 às 00:47 | Atualizado há 1 ano

O ato de compor uma música pode ser algo sublime. Organizar no­tas, arquitetar arranjos e des­cobrir qual caminho a can­ção quer trilhar pode nos levar além. Por isso, muitos cultos religiosos são preenchidos por cânticos de louvores. A base de muitas destas práticas era o canto, pois a voz era o prin­cipal veículo para disseminar esses ensinamentos e doutri­nas entre as pessoas. O respon­sável por conduzir os dogmas pela voz, sobre a melodia, é um ser que transita entre a arte e o sagrado. A cantora e pastora Greyce Helen é um desses “se­res” que cantam seu amor por Deus. Em 2017 lançou o CD “Oleiro” e ganhou, no mesmo ano, o troféu Pequi como Can­tora Revelação.

“Eu canto desde os três anos de idade, na igreja, profissional­mente comecei com 20 anos, me tornando realmente uma canto­ra. Sempre participei de canta­tas, cantando em eventos, como casamentos, e há sete anos me tornei pastora também, na Igre­ja Batista Renascer. Mas trabalho com música já faz alguns anos”, diz. A paixão pela música não podia estar desvencilhada do seu trabalho como pastora na Igre­ja Batista Renascer. Greyce conta que desde pequena cantou e par­ticipou dos cultos, sendo que esta criação é algo constante, passan­do o costume de pai para filho.

A cantora afirma que can­tar e adorar a Deus é algo muito mais profundo do que seus de­sejos, algo que nasceu com ela e ficará presente até o fim dos seus dias. “Hoje canto música gospel porque decidi ser adora­dora mesmo. Está no meu DNA. Não consigo cantar outro esti­lo musical, por conta daquilo que realmente entendo do que é ser adoradora e cantora. Tam­bém influenciam minhas expe­riências e vivências com Deus. Tenho prazer em cantar, nasci para isso, tenho certeza”, conta. Ela fala que os temas da letra, bem como a forma como com­põe, vêm da sua vivência pesso­al, das barreiras que enfrentou e continua enfrentando duran­te a vida.

INFLUÊNCIA

“Minha influência vem do meu avô, Alaôr José Lício, ele já cantava um pouco, foi meu ins­pirador. Foi ele quem nos ensi­nou a adorar. Criou todos os fi­lhos na igreja, depois meus pais fizeram o mesmo. A gente tam­bém admira a vida deles, toda a luta é um testemunho de uma vida feliz. A gente vê que o prin­cípio de estar servindo a Deus, de estar na igreja, faz bem e nos traz vida”, conta Greyce. Outro parceiro de Greyce é o seu mari­do, Silas Douglas, que também é pastor e trabalha as canções junto com a cantora. Ela conta que boa parte das letras é de au­toria do marido, mas algumas canções foram feitas em parce­ria entre os dois.

Ao lado de Silas, a cantora en­frentou algumas dificuldades, o que motivou os primeiros passos neste caminho de adoração. “Já tive algumas experiências como, por exemplo, perdi meu primei­ro filho e foi uma prova muito grande para mim. No hospital, num momento tão difícil onde me encontrava, eu só conseguia adorar e agradecer”, conta Grey­ce. A pastora diz que as músi­cas vieram de Deus “para trazer conforto para os corações das pessoas”. “Tem até uma canção que gravei agora que se chama Canção de Júbilo, porque a gen­te estava passando dificuldades e comecei a escrever, buscando algo. O Espírito Santo me disse: “Eu vou te trazer minha alegria, porque a minha alegria é sua for­ça”, conclui.

 

“Hoje canto música gospel porque decidi ser adoradora mesmo. Está no meu DNA”

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