Criolipólise: eliminação de gordura por meio de congelamento
Redação DM
Publicado em 25 de novembro de 2020 às 18:32 | Atualizado há 6 anos
Redução da gordura corporal por meio de congelamento com destruição das células de gordura. Esta é a técnica conhecida como criolipólise, método não invasivo que garante perda de 20% a 45% na área tratada em apenas uma sessão. O procedimento, que dura em média 60 minutos, pode ser repetido a cada 90 dias e inclui áreas corporais como: abdômen, flancos, braços, coxas e partes superior e inferior das costas.
A dermaticista Karine Gouveia explica que são três os tipos de criolipólise: convencional, de contraste e de placas. A primeira atua no congelamento usando apenas as baixas temperaturas. A de placas é mais plana e menos profunda, mas com maior área de abrangência. Na clínica que leva o seu nome, há três anos é feita a criolipólise de contraste. “Usamos uma sucção que conjuga aquecimento e congelamento. Há um pré-aquecimento controlado que prepara a parte do corpo a ser tratada, antes do resfriamento”, completa.
Na forma convencional, a perda de gordura estimada varia entre 20% a 30%. Já na de contraste ou de placas, pode chegar a 45% em apenas uma sessão. A indicação é para quem possui gordura localizada e os resultados definitivos podem demorar até três meses para aparecerem. Na Clínica Karine Gouveia, a sessão custa R$ 199.
Como surgiu
A técnica surgiu em 2009, quando o professor doutor norte-americano Rox Anderson, da Escola de Medicina e Dermatologia de Harvard deu origem à criolipólise. Os estudos, entretanto, começaram bem antes, na década de 1970, quando uma publicação do seu grupo de pesquisa observou que crianças que tomavam sorvete após a cirurgia de retirada de amígdalas, apresentavam covinhas nas bochechas.
Foi aí que Rox Anderson passou a pesquisar o efeito do frio nas células de gordura. Além disso, deu início à testagem da técnica para combater a gordura localizada.
O estudo revelou a criólise seletiva, a destruição intencional de tecido adiposo por meio do frio. A técnica não interfere nos tecidos adjacentes e nem promove alterações clínicas. O teste inicial, realizado em 1,2 mil pessoas nos Estados Unidos e Europa revelou média de perda de circunferência da cintura de 4 centímetros por sessão.