“Enola Holmes 3” aposta em clima mais sombrio e marca amadurecimento da protagonista
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 30 de junho de 2026 às 12:00 | Atualizado há 2 horas
Henry Cavill e Helena Bonham Carter destacam a evolução dos personagens no terceiro capítulo da franquia | Foto: Reprodução/Netflix
A terceira aventura de “Enola Holmes” promete levar a protagonista a um novo estágio de sua trajetória. Com estreia prevista para quarta-feira (1º) na Netflix, o longa apresenta uma versão mais madura da jovem detetive, apostando em uma narrativa mais intensa e repleta de suspense.
Em entrevista exclusiva, o elenco e o diretor Philip Barantini explicaram que a evolução da personagem também influenciou o tom da produção, que deixa para trás parte da leveza dos filmes anteriores para explorar conflitos mais profundos.
Henry Cavill, que volta ao papel de Sherlock Holmes, afirmou que Enola agora enfrenta responsabilidades maiores e precisa provar seu valor em um ambiente que ainda insiste em subestimá-la. Segundo o ator, Sherlock demonstra incômodo ao ver a irmã sendo tratada como inferior, já que reconhece sua inteligência e capacidade.
Para Cavill, o novo capítulo representa a consolidação da protagonista como uma mulher independente, obrigada a lidar com desafios mais complexos e a seguir seu próprio caminho.

A relação entre Enola e sua mãe, Eudoria, também ganha destaque. Helena Bonham Carter revelou que a personagem continua cercada por mistérios e vive um vínculo cheio de conflitos com a filha. De acordo com a atriz, Eudoria carrega culpa por parte de suas escolhas e teme que Enola esteja destinada à solidão, refletindo sobre o significado do próprio nome da jovem.
Responsável pela direção do longa, Philip Barantini contou que aceitou o projeto justamente pela possibilidade de apresentar uma história mais adulta. Conhecido por produções de tom intenso, ele explicou que buscou imprimir sua identidade ao filme com uma estética mais próxima dos personagens, utilizando câmera na mão e cenas construídas de forma orgânica ao lado do elenco.
Segundo o cineasta, a proposta era acompanhar o crescimento de Enola não apenas no roteiro, mas também na linguagem visual, criando uma atmosfera mais sombria, perigosa e emocionante.