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Filho relata as últimas horas ao lado de Mauri antes do acidente que tirou a vida do cantor

Léo Carvalho

Publicado em 8 de dezembro de 2025 às 15:54 | Atualizado há 7 meses

Relato detalha como foram as horas que antecederam a batida e os minutos finais do cantor sertanejo Mauri | Foto: Reprodução/Rede social
Relato detalha como foram as horas que antecederam a batida e os minutos finais do cantor sertanejo Mauri | Foto: Reprodução/Rede social

Maury Lima, filho do cantor sertanejo Amauri Prudêncio de Lima, o Mauri, irmão de Chitãozinho e Xororó, que morreu neste domingo (7) em um acidente de carro, fez um relato em sua conta oficial no Instagram de como foram as horas que antecederam o acidente em que ele estava com o pai e de como foi o momento da colisão.

“Tudo aconteceu na volta de um show meu e da dupla do meu pai em Curitiba-PR. O show foi incrível. Eu comecei, depois entraram Maurício e Mauri. O dono da festa, que é um grande amigo do meu pai, pediu para eu tocar mais tempo. Então eu e meu pai continuamos por mais 35 minutos de show. Cantamos juntos, fizemos o que sempre fizemos, o que amávamos fazer, cantar juntos e divertir, levar alegria para as pessoas.

O show acabou às 5 da manhã. O motorista da van estava dormindo no Hotel Bourbon, em Curitiba. Outra van nos buscou para irmos até o hotel onde tomamos café. Carregamos a van e seguimos sentido Indaiatuba SP. Todos dormiram. Acordamos para almoçar por volta de 12h30. Depois do almoço todos despertaram e estávamos alegres, fazendo música, compondo letra. Tínhamos até colocado a música na caixa de som da van. Meu pai nunca deixava, mas dessa vez ele se divertiu e deixou. Isso me marcou, porque se ele deixou é porque realmente gostou do que produzi.

Logo depois, no meio da resenha, eu só vi o motorista virando a van na direção de um caminhão parado. O impacto foi exatamente no lugar onde estavam meu pai e meu amigo e roadie Douglas Riva. O Douglas foi embora na hora. Eu vi isso. Vi a van destruída por dentro, vi meu amigo desmaiado, outro pedindo ajuda. Quebrei a janela com as mãos para sair, porque era a única saída. Dei a volta e fui até o banco do motorista para ver meu pai. Ele estava com vida, respirando.

Enquanto falava com ele, eu ligava para o resgate. Eu precisava resolver tudo e ainda ficar ao lado dele, vendo aquele estado, mas vivo. Eu disse o quanto o amava. Minha mãe e minha irmã falaram com ele em chamada de vídeo. Ele ouviu, chorou e, em seguida, deu seu último suspiro. Foi assim que eu me despedi do meu maior exemplo de vida, o homem mais trabalhador, honesto e talentoso que já conheci.

Aprendi tanto com você, meu pai. Aprendi a trabalhar, a ser nos palcos, a amar e a correr atrás de tudo. Eu só queria poder te abraçar mais uma vez. Eu te amo sempre e para sempre, papai.”


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