JØY Brandt lança “Laguna” e abre caminho para nova fase: “Eu precisava renascer como artista”
Redação Online
Publicado em 12 de dezembro de 2025 às 15:44 | Atualizado há 6 meses
Foto: Divulgação / Cinthia Fernandes
“Laguna”, novo lançamento de JØY Brandt, chega como um dos trabalhos mais profundos e simbólicos da trajetória da artista pernambucana que construiu sua carreira entre o Brasil e o Canadá. A faixa, que combina ancestralidade, pop global, percussões brasileiras e uma atmosfera carregada de significado, antecipa o álbum previsto para 2026 e marca uma fase mais madura, intuitiva e emocional da cantora.
Em entrevista à coluna, JØY abre o processo criativo, revela bastidores da produção e explica como a metáfora da água impulsionou a criação da canção.
O nascimento de “Laguna”: quando o silêncio vira impulso criativo
A ideia de “Laguna” surgiu durante um período de introspecção profunda imposto pelo isolamento da pandemia. JØY relembra o momento de virada:
“Eu pensei: se o mundo acabasse agora, não existiria nada meu registrado. Foi ali que entendi que precisava voltar a mim mesma, voltar ao que me move.”
A fagulha criativa veio de um poema enviado por Samyli Carvalho, amiga e parceira musical.
“Ela me mandou o texto e a melodia simplesmente chegou pronta. Foi a nossa primeira composição juntas e eu senti que estávamos abrindo uma porta importante”, conta a artista.
Entre Toronto, Rio e Recife: uma criação multicultural
A construção de “Laguna” atravessou diferentes cidades, produtores e estéticas até atingir sua versão definitiva. A faixa recebeu contribuições de músicos do Brasil e do Canadá, refletindo o universo híbrido que molda o trabalho da artista.
“Eu sempre soube que essa música precisava passar por ciclos. Cada mudança, cada nova versão trazia uma camada a mais. Era como se a canção estivesse vivendo exatamente o que ela diz.”
A participação de Bruno Capinan trouxe densidade emocional ao arranjo:
“A voz de Bruno é quase um personagem. Quando entrou no projeto, eu entendi que ‘Laguna’ finalmente tinha encontrado seu corpo.”
Para JØY, essa mistura de influências é inseparável de quem ela é:
“Convivo com músicos do mundo inteiro no Canadá. Isso me atravessa profundamente. Mas meu coração tem muito molho brasileiro — e por isso sempre faço questão de trazer músicos do Brasil. Não existe conflito: minha música é esse encontro.”
Ancestralidade, água e renascimento: o simbolismo por trás da faixa
“Laguna” é construída sobre a metáfora da água como força de renovação, movimento e cura.
“A água me lembra que tudo precisa fluir. Eu também precisava fluir — artisticamente e emocionalmente. ‘Laguna’ é o meu renascimento.”
JØY reforça que sua criação nasce da intuição, não de estruturas rígidas:
“Eu não componho pensando em rótulo ou conceito. Minhas músicas chegam e eu apenas permito.”
Reconhecimentos e novos horizontes: prêmios fortalecem a jornada
Premiada no Profissionais da Música e no Prêmio da Música de Pernambuco, JØY vê esses retornos como uma motivação vital para seguir criando — especialmente vivendo fora do Brasil. “Ser reconhecida no meu país tem um valor afetivo imenso. Como artista independente, esses momentos são combustível puro. E receber o prêmio ao lado do meu pai, que é músico, foi algo que nunca vou esquecer.”
O álbum que se aproxima: plural, orgânico e profundamente emocional
Embora ainda mantenha detalhes em sigilo, JØY adianta que o novo álbum seguirá a mesma essência visceral presente em “Laguna”.
“As músicas conversam porque vêm de mim. Não porque seguem um conceito fechado. É um trabalho emocional, vivo, que respira liberdade.” Com “Laguna”, JØY Brandt não entrega apenas um single — entrega uma travessia. Entre ancestralidade, vivências transcontinentais e a sensibilidade de quem conhece diferentes mundos, a artista apresenta uma faixa que acolhe, provoca e convida a uma imersão pessoal.
“Cada pessoa vai sentir ‘Laguna’ de um jeito. Para mim, ela é renascimento. Para quem ouvir, pode ser transformação, paz, dor ou cura. Música é liberdade.”
“Laguna” inaugura uma nova fase de JØY Brandt — mais consciente, mais profunda e mais fiel à sua própria voz. Uma fase que convida o público a mergulhar junto.