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Laranja Oliva estreia “Carta da Terra”

Redação DM

Publicado em 4 de março de 2018 às 01:51 | Atualizado há 1 ano

A Laranja Oliva acaba de divul­gar “Carta da Terra”. Segun­do disco da banda faz refe­rência à declaração de princípios éticos da ONU e destaca a impor­tância de vivermos em harmonia com nós mesmos, com aqueles que nos cercam e, principalmente, com a natureza.

Produzido por Hugo Silva e gra­vado no Estúdio Family Mob, em São Paulo, álbum tem influências de artistas como Elza Soares, Baia­na System, Emicida e Lenine, sendo considerado o primeiro na história da música brasileira com propos­ta ambientalmente sustentável. “O álbum é a materialização do que a gente acredita como base para se­guir com os nossos dias, uma expe­riência transformadora que impac­tou diretamente nossas vidas. Dizer que é o primeiro álbum sustentá­vel do mundo parece soar preten­sioso, mas não encarar dessa ma­neira também reduz a importância que ele tem e nós não podemos dei­xar de frisar isso: PRODUZIR DE MANEIRA SUSTENTÁVEL É POS­SÍVEL–seja um disco, uma roupa, uma embalagem, uma ideia. É hora de mudar, de evoluir, transmutar. E o CARTA DA TERRA é o convite, a oportunidade” explicam.

Somando 10 faixas e 3 interlú­dios–todos incluindo fragmentos de textos do Leonardo Boff–”Carta da Terra” inicia-se com “Alface”. Fai­xa apresenta a visão do agricultor. Mesmo plantando, cuidando e co­lhendo o alimento, muitas vezes ele é esquecido pelo consumidor final.

Em seguida, com toques de funk e maracatu, “Treze” traz questões mais profundas da vida. Entre elas, tecnologia e vício virtual. “Plástico” retrata a crise mundial e os meios de produção em massa que estão destruindo nosso planeta. Intitula­da pelo grupo como “música brasi­leira raiz”, “Wei-Ji” tem a participa­ção de um coral com 500 crianças, de 5 à 12 anos de idade. A letra, so­bre uma pessoa que vive na atuali­dade e busca livrar-se do sofrimen­to, alerta que “não existe caminho para a paz, a paz é o caminho”.

“Rocha” é uma bagunça genera­lizada de timbres de sucatas e syn­ths modernos. Agressiva e engraça­da, percorre pelo trashcore, dub e funk carioca. É uma maneira de rir diante do desespero. Em “Amora”, Laranja Oliva relata um relaciona­mento rápido e intenso, que culti­vou planos para o futuro, mas aca­bou. Track abusa das percussões e resulta em uma mistura de rock bra­sileiro com macumbacore.

“Lua” é uma balada mais leve, ideal para soltar o corpo no vento, tomar banho de cachoeira e sentir a imensidão. Um salto no cosmos, para acalmar e afirmar que, embora relacionamentos terminem, o amor não. Acompanhada de violão e con­trabaixo, “Fogo” é choro, saudade e desabafo. Da união entre o rock clássico e progressivo, “Espiral”. Sin­gle tem participação de Victor Mei­ra, vocalista do Bratislava.

“Cosmos”, com participação do duo Diretriz, fecha o disco com um rap melódico e faz um resumo de tudo. Do Big Bang até as segun­das-feiras. “Somos um acidente estrelar e isso é lindo. Essa músi­ca, sem dúvida, é a que mais retra­ta o nosso retiro espiritual dentro do estúdio, dando vida ao “Car­ta da Terra”. Foi uma experiência inenarrável… Jovens caipiras se ar­riscando em algo muito maior: um sonho, uma filosofia, uma busca incessante por respostas que nun­ca teremos, mas, também, a cer­teza de que, se estivermos juntos, estaremos bem”, finalizam. “Car­ta da Terra” está disponível em to­das as plataformas digitais.

SOBRE LARANJA OLIVA

A Laranja Oliva brotou na cida­de de Limeira, interior de São Pau­lo. Sem rótulo definido, valendo-se do que seus membros incorporam da música em toda sua abrangên­cia poética, o rock se funde ao funk, flerta com o samba, e passeia com o groove e o progressivo, sem que isso seja ortodoxamente edificado. Fo­ram seis anos tocando na noite in­teriorana, ainda sob outra alcunha, cultivando a boa terra que a cidade lhes reservava para o ano de 2011. Três anos mais tarde, já com nome definitivo e sonhos multiplicados, a banda lança seu primeiro trabalho, intitulado “Arroz, Feijão e Mistura”.

Com esse trabalho, o grupo, for­mado por Sergio Moreira (voz), Gui­lherme Escafandro (guitarra), Thia­go Val (teclado e voz), Bruno Bertoni (baixo) e Victor Bertoni (bateria), al­cançou ares internacionais com o projeto “Bolívia Tour 2014”. Partici­param, também, de festivais como a Virada Cultural Paulista, no pal­co principal, IV Festival de Música Alternativa Independiente de San­ta Cruz de La Sierra e La Paz, Grito Rock, Festival R.U.A, entre outros. Além de se apresentarem em Sesc e teatros e promoverem eventos que unem dança, pintura e poesia.

Com músicas autorais inspira­díssimas e versões de grandes in­fluências de sua história, o som dan­çante e coeso da Laranja Oliva vem conquistando, passo a passo, seu espaço no cenário nacional inde­pendente. Recentemente, lançaram “Carta da Terra”. O segundo disco da Laranja Oliva, ambientalmente sustentável, aborda a importância da harmonia com o meio ambien­te e está disponível em todas as pla­taformas digitais.

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