Luísa Sonza diz que mudou atitudes após processo por racismo: “A melhor desculpa são as ações”
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 1 de julho de 2026 às 11:52 | Atualizado há 2 horas
Cantora disse que acredita que atitudes têm mais valor do que justificativas públicas | Foto: Reprodução/Instagram
Luísa Sonza voltou a comentar o processo por racismo movido pela advogada Isabel Macedo de Jesus, em 2018. Durante participação no programa “Desculpa Alguma Coisa”, a cantora afirmou que a principal forma de responder ao episódio foi transformar sua postura ao longo dos anos.
Segundo a artista, ela nunca procurou encontrar justificativas para o ocorrido. Em vez disso, preferiu investir em aprendizado e conscientização, acreditando que mudanças concretas falam mais alto do que discursos.
A cantora explicou que busca constantemente evoluir, estudar e rever comportamentos, ressaltando que esse processo acontece principalmente longe dos holofotes. Para ela, as atitudes do dia a dia representam a maior demonstração de arrependimento e responsabilidade.

Luísa também refletiu sobre a pouca idade que tinha quando o caso aconteceu. Ela contou que, aos 18 anos, acreditava precisar ser perfeita, mas hoje entende que amadurecer também passa por reconhecer erros e aprender com eles.
Durante a entrevista, a artista destacou que passou a compreender que questões como o racismo não dizem respeito apenas à intenção de quem pratica uma ação, mas, principalmente, ao impacto causado na outra pessoa. Por isso, considera essencial usar sua visibilidade de forma responsável e contribuir para combater estruturas racistas, machistas e elitistas.
A cantora ainda ressaltou que, como mulher branca, entende que possui um papel importante na luta antirracista. Há sete anos, ela apoia o projeto TPM (Todas Podem Mixar), iniciativa que oferece formação profissional para mulheres negras na área da música.
Apesar do envolvimento com a causa, Luísa afirmou que prefere não divulgar constantemente as ações sociais que realiza, por acreditar que esse tipo de contribuição não deve ser transformado em promoção pessoal.