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Netflix ameaça processar ByteDance por uso indevido de obras em IA

Heloysa Camilo - Estágio DM

Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 11:48 | Atualizado há 5 meses

Vídeos simulando atores famosos viralizaram e ampliaram debate sobre direitos autorais na produção digital | Foto: Reprodução
Vídeos simulando atores famosos viralizaram e ampliaram debate sobre direitos autorais na produção digital | Foto: Reprodução

A Netflix notificou extrajudicialmente a ByteDance, empresa responsável pelo TikTok, acusando a companhia chinesa de violar direitos autorais ao utilizar produções do streaming no treinamento de uma ferramenta de inteligência artificial voltada à criação de vídeos.

Segundo a plataforma, a tecnologia teria reproduzido elementos de séries e animações sem autorização, incluindo figurinos, personagens e universos narrativos. Entre os conteúdos citados estão as produções Stranger Things, Round 6 e Bridgerton, além da animação indicada ao Oscar “Guerreiras do K-Pop”.

De acordo com a empresa, vídeos criados pela tecnologia passaram a circular nas redes reproduzindo figurinos de episódios recentes, o que, na avaliação do streaming, representa uso indevido de propriedade intelectual. Em comunicado, a diretora de litígios da Netflix afirmou que o sistema estaria produzindo grande quantidade de conteúdos derivados sem autorização.

A empresa também rebateu a possibilidade de enquadramento da prática como “uso justo”, mecanismo legal que permite utilização limitada de obras protegidas em determinadas circunstâncias. Para a Netflix, o uso de material com direitos autorais para desenvolver produtos comerciais concorrentes não pode ser enquadrado nesse conceito.

ByteDance afirma que vai respeitar direitos autorais em sua ferramenta geradora de vídeo com IA, a Seedance 2.0 | Foto: Bloomberg

A ByteDance informou recentemente que pretende reforçar mecanismos de segurança para evitar infrações envolvendo a tecnologia. Ainda assim, a notificação foi enviada logo após a viralização de conteúdos gerados pela ferramenta, incluindo vídeos que simulam celebridades como Tom Cruise e Brad Pitt em cenas fictícias inspiradas em filmes de ação.

A polêmica também mobilizou a Motion Picture Association, entidade que representa grandes estúdios como Disney, Warner Bros. e Sony Pictures, além de serviços de streaming como o Prime Video.

A associação afirmou que o sistema estaria utilizando obras protegidas sem autorização e sinalizou a possibilidade de ações judiciais contra o uso da tecnologia.


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