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Saiba como fortalecer o vínculo entre mãe e bebê

Redação DM

Publicado em 28 de dezembro de 2017 às 21:26 | Atualizado há 9 anos

A chegada de um bebê muda a rotina de toda a família e, so­bretudo, da futura mamãe, que tem que reorganizar seus horá­rios e tarefas desde o início da gestação. Já com o impacto da notícia de que um ser está sen­do gerado por ela, a mulher de­senvolve um vínculo de cari­nho, amor e afeto que requer preparação psicológica.

Durante os meses de gesta­ção, o elo entre mãe e feto – por mais que ele ainda não possa compreender – já começa a ser desenvolvido por meio de ca­rinhos na barriga, conversas e a sensação de que ele é de­sejado, como salienta a psicó­loga Salete Arouca, do Hospi­tal e Maternidade Santa Joana. “Trata-se de um processo de comunicação complexo e, ao mesmo tempo, sutil, que tor­na possível esta troca íntima e profunda. O vínculo é de ex­trema importância para o feto, pois faz com que ele se sinta desejado e amado, o que é fun­damental para que ele conti­nue se desenvolvendo de for­ma harmoniosa e saudável.”

Depois do nascimento, ins­tantaneamente o vínculo fica mais intenso assim que mãe e filho se reconhecem, porém seu fortalecimento é gradativo. “Além do olhar, o toque é muito importante. As atividades entre mãe e bebê, por mais simples que pareçam, são fundamen­tais para que as conexões se es­tabeleçam e a relação seja con­solidada”, ressalta Salete.

Segundo a psicóloga, o me­lhor exemplo de atividade que integra a dupla é ainda a mais natural na rotina diária de uma nova mãe: a amamentação. “É o momento mais importante, pois é quando são estimulados mecanismos sensoriais, hor­monais, fisiológicos, imunológi­cos e emocionais. Na amamen­tação, o bebê procura o olhar da mãe e busca seu toque. A mãe, por sua vez, faz carinho, conver­sa, canta. E mesmo que não haja a possibilidade de amamentar, o momento em que a mãe ofe­rece alimento ao seu bebê é im­portante, por proporcionar pro­ximidade, afeto e segurança”, diz a especialista.

Parte do dia a dia, as trocas de fraldas e roupinhas também são uma opção válida e produ­tiva, onde estão presentes os olhares, conversas e toques. A mamãe pode tornar esse mo­mento divertido para ela e para o bebê e incluir conversas, mas­sagens e olhares, o que também estimulará o desenvolvimento motor e intelectual do filho.

Já no banho, a psicóloga Salete Arouca diz que a me­lhor dica é segurar o bebê no colo e tornar tudo mais inte­rativo. “Dessa maneira ele po­derá sentir a mãe junto dele, sentir seu cheiro, se divertir. É uma ótima oportunidade para criar laços e passar um tempo de qualidade com o bebê.”

Outras alternativas que for­talecem o vínculo entre mãe e bebê são a shantala (técnica in­diana de massagem), que é uma ótima maneira de aproximá-los ainda mais, pois com ela existe a troca de amor e carinho; exercí­cios físicos com o bebê também podem ser praticados, como, por exemplo, a ioga, que pode ser voltada para os dois, com mui­to toque, massagem e balanços, criando uma integração e conta­to entre a mãe e o bebê, com mo­mentos para meditar e relaxar.

 


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