Um bilhão em jogo e The Weeknd reinventa o negócio da música
Gabriel Maia - Estágio DM
Publicado em 16 de dezembro de 2025 às 09:38 | Atualizado há 7 meses
o autor de Starboy optou por utilizar suas canções como ativos de longo prazo |Foto: Reprodução
Ao contrário de artistas que venderam 100% de seus direitos musicais, o cantor canadense The Weeknd fechou recentemente uma joint venture avaliada em 1 bilhão de dólares com a Lyric Capital Group.
O acordo permite que o artista antecipe receitas ao compartilhar lucros futuros com o fundo, sem abrir mão da gestão e do controle sobre seu catálogo de músicas.
A estrutura inovadora diferencia The Weeknd de nomes como Justin Bieber, que negociou seu catálogo por cerca de US$200 milhões. Enquanto isso, o autor de Starboy optou por utilizar suas canções como ativos de longo prazo.
Outros artistas também seguiram o caminho da venda de catálogos. A cantora californiana Katy Perry fechou um acordo com a empresa Litmus Music por aproximadamente 225 milhões de dólares, anunciado em setembro de 2023. O pacote incluía álbuns marcantes de sua carreira, como Teenage Dream, Prism e Witness.
Taylor Swift também vendeu parte de seus direitos em 2020 para a Shamrock Capital, após uma disputa pública com Scooter Braun. No entanto, em maio deste ano, a artista recomprou todas as suas gravações originais, recuperando o controle total de seu trabalho.
Para o mercado financeiro, investir na obra de artistas com milhões de ouvintes mensais e turnês recordistas é uma estratégia consolidada. Catálogos musicais são vistos como ativos capazes de gerar renda constante por meio de streaming e licenciamento, independentemente das oscilações da bolsa de valores.