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Thiago Silva diz que não lembra de ter tocado a mão na bola no pênalti

diario da manha
Chile - Santiago - 27/06/2015 - COPA AMERICA 2015, BRASIL X PARAGUAI - Thiago Silva do Brasil disputa bola no lance que originou penalti durante partida contra o Paraguai no estadio Ester Roas pelas quartas de final da Copa America 2015. Foto: Juan Gonzalez/Agenciauno/AGIF

Penalidade decretou o empate do Paraguai contra o Brasil nas quartas de final
Embora sem jogar bem, a seleção brasileira vinha conseguindo suportar a pressão do Paraguai nas quartas de final da Copa América, até que, aos 24 minutos do segundo tempo, após mais um cruzamento do adversário, Thiago Silva subiu com Daniel Alves para disputar a jogada com o paraguaio Roque Santa Cruz. Com o braço direito erguido, Thiago Silva tocou na bola, e o árbitro marcou o pênalti. Derlis González empatou o jogo, e nas cobranças de pênalti o Paraguai eliminou o Brasil.

Após a partida, o ex-capitão da seleção garantiu que não tocou na bola, embora as imagens confirmem o pênalti.

– Eu não me lembro de ter tocado com a mão na bola, o árbitro disse que alguém botou a mão na bola, mas não sabe quem. O Daniel Alves disse que não tocou, e eu particularmente não me lembro de ter tocado a mão na bola – afirmou Thiago Silva.

O defensor, que ergueu a Copa das Confederações de 2013, no Maracanã, quando era considerado um dos pilares da seleção, tem um histórico recente de problemas em jogos importantes do Brasil. Capitão da equipe na Copa do Mundo de 2014, surpreendeu a torcida ao chorar copiosamente, em campo, após a disputa de pênaltis contra o Chile, vencida pelo Brasil, nas oitavas de final. No jogo seguinte, contra a Colômbia, levou o segundo cartão amarelo na Copa, de forma infantil, ao tentar impedir o goleiro Ospina de fazer uma reposição de bola. Acabou desfalcando o Brasil, junto com Neymar, contundido, no fatídico 7 a 1 para a Alemanha na semifinal. Voltou à seleção na derrota por 3 a 0 para a Holanda, na disputa do terceiro lugar.

Com Dunga à frente da seleção, Thiago Silva perdeu espaço. Demorou a ser convocado e quando voltou já não era o capitão. A braçadeira passou a Neymar, e com a saída do camisa 10, ficou com o outro zagueiro da equipe, Miranda. O pênalti deste domingo (28/6) não foi o primeiro do zagueiro de 30 anos este ano neste tipo de jogada: em março, ele também levantou demais o braço em jogo do Paris Saint-Germain contra o Chelsea, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Uefa. Naquela ocasião, ele se redimiu ao marcar, de cabeça, o gol de empate que classificou o PSG. Desta vez, não houve nova chance de redenção.

 

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