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A febre do momento

diario da manha

 

 

 

 

 

 

O mundo eletrônico vem ganhando cada vez mais espaço, com isso, vários empregos e oportunidades vão surgindo com a ascensão da internet. Muitos jovens sonham em se tornarem jogadores de futebol, no entanto, com o avanço tecnológico, até mesmo os esportes têm mudado. O surgimentos dos esportes eletrônicos têm atraído olhares de jovens apaixonados, que sonham em ser um dia um cyber atleta, empresários, telespectadores e fãs.

A paixão é mundial e pode render recompensas milionárias, como o Campeonato Mundial de League of Legends de 2015 que distribuiu 2,13 milhões de dólares em premiação para as 16 equipes participantes e foi  visto simultaneamente por 27 milhões de pessoas.  O campeonato mundial de Dota 2 distribuiu um total de 18 milhões de dólares, premiação essa que foi maior do que a da Taça Libertadores do ano de 2015.

Os números ainda não são próximos aos dos esportes tradicionais, mas já surpreendem. O vice diretor da empresa criadora do jogo League of Legends, Riot Games, disse em entrevista ao um site americano que esses números poderão crescer bastante. No Brasil, a tendência para ser a mesma. Em 2015, 14 mil pessoas lotaram o Allianz Parque, em São Paulo, para assistir a disputa de dois times pelo prêmio de 60 mil reais.

As áreas de atuação no esporte eletrônico são amplas, além do cyberatletas, existem oportunidades para jornalistas, psicólogos, treinadores, personal trainer, proprietários de times, investidores e etc. O treinador de duas equipes do E-sport (como é conhecido os esportes eletrônicos), Alexandre Weber, explica como começou na carreira: “Tudo começou com uma aposta com um amigo. Ele já jogava bem antes, mas fomos treinando e jogando junto. Eu falei que caso ele chegasse ao alto nível no jogo, eu montaria um time para ele. Em pouco tempo ele conseguiu, e então montamos o time. Não tínhamos treinador, então eu assumi o cargo.” explica Weber.

Equipe goiana

Chegar ao competitivo não é fácil, Marcello Andrade têm 19 anos é conta que a concorrência é grande. “A dificuldade é como em qualquer esporte, a grande demanda da concorrência! Mas como é um sonho pra mim, perseverança sempre!”. Marcello diz ainda que desde criança seu sonho era ser jogador de futebol, mas quando conheceu os jogos eletrônicos se apaixonou. Seu espirito competitivo fez de League of Legends, o sonho de Marcello. “Eu sempre quis me tornar jogador de futebol, mas quando cheguei aos 16 anos e comecei a jogar jogos eletrônicos fiquei empolgado.  Com o League of Legends, foi que eu mudei de ideia, pelo fato dele ser bem competitivo. Eu realmente me apaixonei pelo jogo, e me tornar profissional passou a ser meu sonho..” conclui Marcello.

Marcello Andrade vem jogando pelo recém criado time goiano Goblins. O time já está a procura de patrocinadores e vagas no principal campeonato brasileiro do jogo. O time conta com uma Gaming House (Centro de treinamento), psicólogos e com um patrocinador. As psicólogas Luisa Maria Vechi e Marcella Hannah fazem o acompanhamento do time e procuram trabalhar o individual e o coletivo dos jogadores para que funcionem como um todo.

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Djary Veiga é um dos donos do Goblins, ele já trabalha com iniciativas de companhias e empresas do ramo eletrônico. Após decisão, Djary e seu sócio, Diego Castilho, resolveram montar um time e foram pesquisar no mercado o que precisariam. “Como qualquer negócio inovador, é bem difícil do mercado entender como que funciona. O e-sport no Brasil ainda está engatiando. Apesar dos meninos gostarem de jogar, aqui, eles estão em um ambiente de trabalho.” Explicou Djary.

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Eles fizeram uma seleção para escolher os jogadores, esperando um baixo número de interessados, no entanto, ao finalizar as inscrições, 1500 candidatos de todo o país se interessaram na oportunidade. Após a escolha dos players, Djary Veiga, correu atrás de patrocínio. A primeira ideia foi procurar uma loja de equipamentos eletrônicos, a Primetek, onde tiveram uma reunião e fecharam o patrocínio. Djary Veiga busca ampliar o projeto do time para chegarem a principal liga.

O coordenador de compras da Primetek, Vitor Guimarães, explicou que a empresa já desejava entrar no mercado de games. “Investir em um time de E-Sports, nesse caso de LOL (League Of Legends), veio de encontro ao planejamento de expansão dentro desse segmento nas cidades de Goiânia e Brasília. Já existia uma série de ações planejadas para 2016, e quando tivemos acesso ao projeto do Goblins Team, encontramos a peça que faltava para o nosso projeto.” Explicou Vitor. Ele fala ainda sobre a expectativa com o time e com o investimento. “

Além auxiliar um time goiano a obter reconhecimento Nacional (e quem sabe, internacional), é interessante apoiar essas iniciativas pois alguns consumidores não tem conhecimento que temos produtos em nossas lojas, que, na maioria das vezes são encontrados somente na internet (por ser produtos específicos para E-Sports e Games de alto desempenho), então apoiar iniciativas de E-Sport nos ajudam a divulgar a empresa e os produtos.”

Leandro Sousa joga pelos Goblins, e disse que não imaginava um dia trabalhar com o esporte eletrônico. Mas quando foi elevando seu nível no jogo, começou a pensar em jogar competitivamente. Leandro estuda Jogos Eletrônicos, e contou como seus pais receberam a noticia que ele jogaria por um time de jogos eletrônicos. “Meus pais sempre me apoiaram, e continuam a me apoiar até hoje.” explicou.

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