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Lutador de Jiu-Jitsu goiano é exemplo de superação

O esporte te proporciona coisas que talvez até hoje você não imaginaria. Histórias e mais histórias de atletas que passaram por dificuldades conseguiram superar as adversidades com uma modalidade esportiva. A história do goiano Diego Barros Oliveira, de 31 anos, é outra que nos faz encher os olhos e mostra que temos exemplos a seguir. Diego é atleta de Jiu-Jitsu mas devido a um acidente de trânsito, o goiano teve que amputar uma das pernas para poder sobreviver.

O atleta que é aluno do curso de Educação Física da Estácio de Sá de Goiás, é atleta do paradesporto, mas também compete na categura para não amputados designada como pluma até 64 kg na faixa marrom. Além da história de superação, o goiano tem deixado a sua marca, pois conquistou em abril deste ano a medalha de ouro nos Jogos Universitários do Estado de Goiás (JUGs), disputados em Brasília.

Diego sofreu um acidente de trânsito quando tinha 18 anos, e para sobreviver precisou amputar uma perna. “Para sobreviver tive que aputar a perna, foi uma decisão horrível, mas agora estou bem”, conta o atleta. Depois do acidente e ter que aputar a perna, o jovem conta que parou de trabalhar e ficou ocioso, mas que o esporte entrou em sua vida como uma terapia ocupacional.

As coisas nem sempre foram facéis para Diego, atualmente oatleta treina quatros horas por dias das quais duas horas são de preparaçãofisíca com musculação e natação e as outras duas horas com lutas.

“Todos me olhavam com uma expressão de pena no início e falavam que eu amava muito o esporte para persistir nele. A verdade é que eu precisava do Jiu-Jitsu para voltar a viver. Cada treino é um novo aprendizado e um novo desafio a ser superado. Um exemplo é o triângulo que precisa das duas pernas para finalizar,mas consegui superar a ausência da perna com o meu braço”, relata Diego.

O atleta aos poucos foi ganhando a confiança de todos e conquistado o seu espaço

A garra de Diego fez com que ele conquistasse a admiração dos mestres e colegas de treinos, mas nem sempre foi assim. Conforme o atleta eram poucos os que acreditavam nele e que ele poderia competir em uma categoria sem deficiência e que ele não iria se adaptar aos golpes para finalizar a competição.

Entre as histórias vivenciadas pelo atleta, existem momentos que outros competidores se recusaram a subir ao pódio com ele por preconceito,embora isso tenha diminuído atualmente. “Hoje eu tenho o respeito e recebo elogios de várias pessoas, mas passei por situações que outros competidores não foram ao pódio, pois não aceitavam terem sido derrotados por um lutador com uma perna só. Isso ocorreu no Open da Argentina, e acredito que o atleta ficou chateado por eu ser brasileiro e deficiente”, lembra Diego.

O atleta pratica o esporte há dez anos e coleciona vitórias e participações importantes em grandes eventos da modalidade e tem o apoio da instituição de ensino da qual faz parte. Entre os prêmio conquistado por Diego estão o primeiro lugar do Open do México, o vice-campeonato de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em 2017 e o Sul-Americano. Diego agora se prepara para o brasileiro de Jiu-Jitsu sem Kimono que vai ser disputado em setembro no Rio de Janeiro e para o Sul-Americano, em novembro deste ano.

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