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Corinthians repudia ação da Polícia Militar após torcedor ser preso por protestar contra o presidente

Protesto aconteceu antes da partida do último domingo começar

diario da manha
Reprodução/Facebook

Por meio de nota publicada em seu site oficial, o Corinthians repudiou a ação da Polícia Militar (PM) após prender um torcedor que protestou contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL), durante partida de futebol que ocorreu no último domingo (04/08) contra o Palmeiras, em Itaquera, São Paulo.

Rogério Lemes, o torcedor detido, foi retirado pela Polícia Militar da arquibancada do estádio durante a execução do hino nacional. Antes de o jogo começar, o torcedor teria gritado “ei, Bolsonaro, vai tomar no cu” e, em seguida, ele foi abordado pelos policiais.

Após ser abordado, o torcedor foi levado à delegacia pelos policiais Jaciel Ferreira e Paulo Alexandre Pires de Souza, que informaram que “estavam em patrulha quando visualizaram Rogério gritando palavras de ordem contra o atual presidente”.

No Boletim de Ocorrência, os policiais relataram que abordaram o torcedor e o levaram para delegacia para evitar um tumulto fosse iniciado antes da partida começar.

Confira na nota divulgada pelo Corinthians

A Arena e o Sport Club Corinthians Paulista vêm a público repudiar o episódio que resultou na detenção do torcedor Rogério Lemes Coelho durante o jogo ocorrido no último domingo (04) contra o Palmeiras na Arena Corinthians, após sua manifestação contra o Presidente da República. O clube historicamente reitera seu compromisso com a democracia e a defesa do direito constitucional de livre manifestação, desde que observados os princípios da civilidade e da não violência. A agremiação lembra que diferentes autoridades, entre elas o presidente do clube, já foram alvo de manifestações da torcida durante os mais variados eventos esportivos realizados no local e o episódio caracteriza-se como um grave atentado às liberdades individuais no Estado Democrático de Direito.

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