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A Experiência de jogar Libertadores

Confira a entrevista com alguns jogadores que participaram de edições passadas da Copa Libertadores

diario da manha

(Foto: Site oficial CONMEBOL)

Nos últimos dias a equipe da Betway, site de apostas esportivas online , foi atrás de alguns jogadores já bem conhecidos do público brasileiro que atuam na Europa para questiona-los sobre as experiências de jogar uma Copa Libertadores da América, conhecido com um dos campeonatos mais difíceis de se jogar no mundo.

Em entrevistas com o meio-campo  Felipe Anderson, medalhista de ouro das Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 e atualmente jogador do West Ham (ING), ele afirmou que “ É um jogo muito pegado, difícil e com muita “catimba”. Quando um time não está bem ele começa a tentar ganhar por outras formas, desestabilizando psicologicamente o outro time. Então, é muito difícil jogar a libertadores”.

Felipe Anderson no Santos (BRA) Foto: SporTV.com

Felipe Anderson foi campeão da Libertadores em 2011 juntamente de Neymar, pelo Santos, onde atuou um total de 7 partidas na competição. Quando questionado pela equipe do Betway Esportes  sobre a saudade de jogar a competição, Felipe comenta que a Premier League é bastante parecida com a Libertadores no ritmo dos jogos e afirma a vontade de “experimentar novamente” a competição.

Quando o assunto foi sobre a pressão de se jogar na América do Sul em relação a outras competições, Felipe Anderson disse que não a pressão é de acordo com o momento do jogador e do clube, que em qualquer lugar sempre haverá pressão. Felipe jogou oito vezes contra a Roma (ITA) durante o período que atuou na Lazio (ITA), onde marcou 2 gols.

Lisandro Magallan em atuação pelo Boca Jrs. (Foto: Ronaldo.com)

Já para Lisandro Magallan, que atua pelo Alavés (ESP) e, vestindo a camisa do Boca Júniors (ARG), atuou contra o River Plate (ARG) sete vezes, disse que jogar na América do Sul tem uma pressão extra, e que até seu humor durante a semana vai depender do resultado que sua equipe consiga. Ele afirma que em alguns casos de derrota não se pode nem sair de casa e que a torcida vive de uma forma muito intensa as partidas.

Balbuena quando jogava pelo Corinthians (Foto: Meu Timão)

Outro que falou, foi o zagueiro paraguaio Balbuena, que jogou a libertadores por três equipes diferentes durante os anos de 2013 a 2018. As equipes foram o Nacional (URU), Libertad (PAR) e Corinthians (BRA). O zagueiro afirmou que o ambiente de uma libertadores é diferente, sendo que quando você joga em casa sua torcida o apoia, da mesma forma que a pressão de se jogar fora de casa também é diferente, onde todas as partidas jogadas são decisivas. Ele finaliza falando que a Libertadores é uma competição que trás emoções diferenciadas.

Lanzini no Fluminense (Foto: Globoesporte.com)

O meio campista argentino Lanzini, que atuou em cinco partidas na Libertadores pelo Fluminese (BRA), disse em entrevista a Betway Sposts que “ Se tem que estar muito bem preparado para jogar, as partidas são travadas e você tem que estar atento a todos os detalhes. O mínimo é que o define uma partida”. Ele afirma também a dificuldade em jogar fora de casa na Libertadores. “Você realmente se sente como um visitante”.

Já o lateral esquerdo do Leganés Jonathan Silva que atuou pelo Boca Júnior (ARG) em 2016. Como todos os outros, Jonathan afirmou “São partidas difíceis, onde se tem que estar bem taticamente e fisicamente, certo?” Em comparação a Super Liga (campeonato que atua no momento), Jonathan não esconde que as partidas da Libertadores são mais exigentes.

Algumas curiosidades da Libertadores: As equipes argentinas atualmente detém um total de 25 títulos, 7 a mais do que as equipes Brasileiras. Quando questionado sobre isso, Balbuena comenta “As equipes argentinas são bastante duras, copeiras. São muito difíceis de se jogar em casa e sabem jogar fora de casa”. Ele também compara com o futebol brasileiro, que é um jogo mais “bonito” e “correto”, afirmando que os brasileiros não jogam tão sujos nem com tanta catimba como os argentinos.

Rivalidade

Quando questionados sobre o clássico argentino Boca Júnior e River Plate ser o maior clássico do futebol mundial, Felipe Anderson afirma ser uma rivalidade difícil de ser superada.

“É algo bonito de se ver no futebol quando se tem respeito, quando se joga respeitando o adversário”.  Já para Lanzini, que é torcedor do River e já viveu o que a rivalidade gera dentro e fora de campo, afirma que a partida já é comentada 1 mês antes de acontecer.

Em 2018, a partida entre Boca Júniors e River Plate pela final da Libertadores teve de ser remarcada para Madrid após a torcida do River atacar o ônibus dos jogadores do Boca.

Palpites para a Libertadores 2019

Apesar de reconhecer a qualidade técnica do Flamengo (BRA), Felipe Anderson deposita sua confiança no Grêmio (BRA). Felipe afirma que para jogar o torneio é necessário além de qualidade técnica, experiência.

Em uma possível final de Grêmio e uma equipe argentina, Felipe deixa claro sua torcida pela equipe brasileira “Sou brasileiro e creio que o brasil merece esse reconhecimento”.

Primeiro jogo da semi final da Libertadores 2019 entre Flamengo e Grêmio (Foto: O Globo)

Balbuena aposta suas fichas no River pelo momento em que a equipe se encontra, mas que nem sempre o favorito vence. Já Lanzini aposta em um River Plate e Flamengo na final.

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