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Palmeiras marca no fim, vence o Santos e é bicampeão da Libertadores

Gol aos 53 do segundo tempo torna o alviverde o maior time das Américas

diario da manha

A América é verde e branca. Depois de 21 anos, o Palmeiras volta a vencer a Copa Libertadores da América. Neste sábado (30), o alviverde bateu o Santos na final por 1×0 e se sagrou campeão da competição pela segunda vez. O gol veio de um herói improvável: Breno Lopes, que há menos de três meses jogava a Série B pelo Juventude, foi o responsável por levar o Palmeiras ao posto de maior time da América.

As equipes se enfrentaram pela primeira vez numa Libertadores. Esta foi apenas a terceira vez que dois times brasileiros se enfrentaram na final – Em 2005, o São Paulo venceu o Athletico-PR e no ano seguinte o Internacional bateu o tricolor paulista. 

A partida começou como todo clássico: truncada e com as equipes se estudando. O Santos tinha a maior posse e até foi o primeiro a finalizar, mas o primeiro lance de perigo foi do Palmeiras. Rony recebeu na esquerda, arrancou e cruzou, obrigando John se esticar para evitar que o passe chegasse até Luiz Adriano. Aos 13, novo lance de perigo alviverde, desta vez com Gustavo Gómez, que levou perigo de cabeça.

O Santos também teve suas oportunidades de abrir o placar com Marinho, mas foram poucas. O primeiro tempo foi de muita disputa física, muitas faltas, pouca qualidade técnica e raras chances de gol.

UM HERÓI IMPROVÁVEL

A segunda etapa foi completamente diferente da primeira. As equipes voltaram com a proposta de atacar e com o meio menos congestionado as chances, principalmente em contra-ataques, apareceram. O Palmeiras quis tomar as rédeas da partida e criou as primeiras oportunidades, com Rony e Gabriel Menino. O Santos não deixou barato e devolveu, com Lucas Veríssimo.

Com uma partida equilibrada – mas ainda tecnicamente abaixo do esperado, mudanças foram promovidas. O Santos tentou deixar a equipe mais ofensiva. Cuca sacou Sandry, que entrou para dar mais consistência defensiva no meio, para a entrada de Lucas Braga. Abel Ferreira colocou Patrick de Paula no lugar de Zé Rafael.

O Peixe quase marcou com Felipe Jonatan, que mandou uma bomba para o gol de Weverton depois do rebote do chute de Diego Pituca, na melhor chance da equipe alvinegra na segunda etapa.

O ritmo, que já não era dos melhores, piorou. Com o cansaço iminente causado pelo forte calor carioca, as equipes já se conformavam com a possibilidade da prorrogação quando o momento da glória eterna palmeirense chegou: aos 53 minutos, Rony cruzou. Breno Lopes, herói improvável que entrara minutos antes, subiu nas costas de Pará e cabeceou no contrapé de John, que pensou em sair do gol mas parou no meio do caminho. 

Cuca, que havia sido expulso na jogada anterior por confusão com Marcos Rocha, viu seu time desmoronar. Com o relógio já no final nada o Peixe pode fazer. Quando o juiz apitou o fim da partida, a obsessão palmeirense, tão cantada nas arquibancadas, tornou-se realidade: a Taça Libertadores é alviverde.

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