Esportes

Cris Kaji assume a presidência e os desafios da CBFA

“Quero executar de maneira concreta o incentivo às categorias de base em todo o País, junto às Federações. Um trabalho contínuo para captar talentos, desde aos 13 aos 16 no flag, e dos 16 para cima já no futebol americano", afirma Cris Kaji, nova presidente da CBFA.

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Cris Kaji foi eleita presidente da CBFA após três renuncias de cargos das gestões anteriores da instituição. (Foto: Divulgação/CBFA)

Cristiane Kajiwara assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) nessa segunda-feira (8). Por outro lado, Cris é onipresente nos jogos da competição paulista de futebol americano, o maior do Brasil. Deste modo, Kaji se faz inseparável de seu rádio, a coordenar os detalhes da partida, desde a água das equipes ao atendimento à imprensa. No entanto, Cris é técnica em edificações e administradora de empresa, e não seria diferente esperar sua presença na chefia da CBFA.

No entanto, Cris assumiu o cargo ao concorrer pela chapa “CBFA Mais Forte”, após desistência de Marcelli Bassani, por motivos pessoais. Deste modo, restou a ela os desafios de restaurar e reconstruir a credibilidade da CBFA diante dos patrocinadores, Federações e stakeholders. Sendo assim, foi permitido a Cris utilizar sua bagagem profissional no esporte.

“Trabalhava em uma empresa de tecnologia, como gerente operacional e administrativa. Tive uma grande bagagem profissional, inclusive com experiências internacionais, que ajudou bastante agora que vim para o Futebol Americano”, explica Cris ao Salão Oval.

Desafios e dívidas da CBFA

No entanto, o cenário não é dos melhores para Cris. No entanto, diante de três renúncias, vai ser um avanço a finalização do mandato de quatro anos. Contudo, a CBFA acumula dívidas em Real, Euro e Dólar. Deste modo, o valor total das dívidas somadas é de R$ 130.404,05, contando com as conversões de Euro e Dólar na cotação atual.

Você pode conferir o total aqui.

Por outro lado, a diretoria não será remunerada, uma vez que todos têm a consciência que será um trabalho voluntário:

“Contudo, temos que recuperar os passivos primeiro. Mesmo assim, o que entrar primeiro não será todo investido em amortizar dívidas, haverá um estudo (…) Por outro lado, na parte comercial sim, quem trouxer patrocinadores, terá comissões, uma prática de mercado”, afirma Cris.

Deste modo, a diretoria será comandada por Cris Kaji, tendo como vice Tiago Munden. Seguido por:

  • Igor Rick (Diretor Administrativo);
  • João Rocha (Diretor Financeiro);
  • Dayyán Morandi (Diretor de Marketing Comercial);
  • Marcelo Taveira (Diretor Executivo);
  • Sonia Sawicki (Departamento Feminino);
  • Jesé Guimarães (Educação e Desenvolvimento);
  • Rodrigo Nascimento (Comunicação);
  • Felipe Pereira (Diretoria Internacional);
  • Mariana Leite (Desenvolvimento Regional Nordeste);
  • Adaílson Martins (Desenvolvimento Regional Norte).

Entretanto, em entrevista exclusiva ao Diário da Manhã, Marcelo Taveira, a atuação da CBFA ficou indiferente para a comunidade esportiva.

“A comunidade precisa enxergar a CBFA como um braço forte do esporte, um braço eficiente que com ações concretas faça a diferença, então acredito que trazer a comunidade (atletas, federações, árbitros, associações) para perto da CBFA e fazê-los confiar na gestão dessa nova chapa é um dos maiores desafios” , afirma Taveira.

Estatuto CBFA

De acordo com Marcelo Taveira, ainda será necessário adequar o Estatuto da Confederação em conformidade com a Lei Pelé. Deste modo, será possível estruturar um Projeto de Patrocínio que alcance empresas privadas diretamente com a CBFA. Sendo assim a organização não fica totalmente dependente das taxas confederativas de cada atleta.

“Passada essa primeira etapa, é preciso sentar e conversar com todas as Federações Estaduais para entender quais são as demandas de cada região, para que as ações sejam pontuais e efetivas, sem que se perca mais tempo e que consigamos elevar o esporte mais rápido”, afirma Marcelo.

Deste modo, com a reformulação, o foco da gestão é organizar a casa antes do retorno das competições. Contudo, será possível obter um controle maior nas ações imediatas, uma vez que a prioridade das equipes de futebol americano no Brasil se tornou o bem estar e saúde dos envolvidos.

No entanto, Marcelo ressalta é necessário também atender às demandas  das Federações Estaduais, para dar o reconhecimento necessário do FA. Sendo assim, o trabalho com a imagem da CBFA é importante, uma vez que o bom trabalho da mídia ajuda a difundir o esporte e direcionar patrocínios estatais e privados.

Deste modo, Taveira destaca a importância do diálogo com a BFA, para que seja possível unir as competições e as equipes o máximo possível. Pois, de acordo com Taveira, a desorganização enfraquece a modalidade no país. 

“Os principais desafios passam pela organização da CBFA. Muitas informações ficaram perdidas de gestão para gestão, há muita burocracia administrativa a ser entendida e saneada, existem dívidas que precisam ser quitadas ou pelo menos renegociadas” conclui Taveira.

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