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CBFA: A busca pelo incentivo não deve parar

"A pandemia congelou a modalidade e possivelmente fará o futebol americano praticado aqui no Brasil retroceder um pouco, tanto em questão técnica/física, já que os atletas estão há quase 2 anos sem treinos e jogos"

diario da manha
Foto: Arquivo/Isabella Brito

A Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA), desde que foi assumida por Cristiane Kajiwara, enfrenta desafios para manter-se ativo no cenário esportivo nacional. Além disso, o órgão enfrenta desafios devido à falta de registros e informações, conforme conta o diretor executivo, Marcelo Taveira. Deste modo, o futebol americano, bem como a CBFA buscam espaço na imprensa a nível local para se manter vivo. Assim como incentivos e apoios fiscais tem seu peso para as equipes de futebol americano nacionais.

Consequentemente, o esporte sofre com os impactos do agendamento e desenvolvimento da modalidade esportiva na mídia de massa. Com isso, o futebol deixa de ser uma prática de elite conforme ganha relevância. Marcelo Taveira, em entrevista ao Diário da Manhã, relata os desafios da CBFA na busca pelo incentivo.

Diário da Manhã: Como e quando a CBFA foi fundada?
Marcelo Taveira: Não sei precisar quando e como a CBFA foi fundada, até pela falta de registros e informações de quem o fez lá atrás. Mas juridicamente, a CBFA só passou a existir em 2020, com a criação do CNPJ.

DM: Quais foram os torneios de FA que estiveram sob a responsabilidade do órgão?
MT: A CBFA nunca geriu seus próprios torneios, o que acontecia era a chancela da CBFA para a Liga BFA e para a Liga Nacional, campeonatos privados distintos, que em resumo, era uma espécie de aval da confederação para que as competições fossem oficiais. No último ano em que houve campeonato, 2019, apenas a Liga BFA possuía chancela para realização de campeonatos nacionais.

CBFA x futebol americano nacional

DM: Qual o papel que ele (CBFA) desempenha no cenário atual do futebol americano brasileiro?
MT: A Confederação é o órgão máximo do esporte, a estrutura de representatividade do futebol americano. Desde que a gestão da Cris assumiu, toda a Confederação vem trabalhando pesado para fazerem as coisas acontecerem.

DM: Quais são os desafios enfrentados atualmente pela CBFA no país do futebol?


MT: O futebol profissional no Brasil é o maior e continuará sendo, nunca fez e nunca fará sentido o Futebol Americano ou os outros esportes tentarem bater de frente com o futebol em estádios, mídia, etc.

Acredito que falando de maneira bem geral, uma das maiores dificuldades é conseguir jogar em estádios ou arenas, públicas ou privadas, pois a preferência é esmagadora para o futebol. Não importa o quanto o futebol estrague o gramado, os gestores da modalidade sempre acham que o futebol americano irá estragar mais o gramado, que a pintura do campo os prejudicará ou então que os dias e horários são conflitantes para a realização dos jogos.

DM: Qual peso teve a pandemia na arrecadação da renda do FA e organização das competições?

MT: A pandemia congelou a modalidade e possivelmente fará o futebol americano praticado aqui no Brasil retroceder um pouco, tanto em questão técnica/física, já que os atletas estão há quase 2 anos sem treinos e jogos, quanto na questão financeira mesmo.

Já é uma luta árdua conseguir empresas para patrocinarem, incentivarem e apoiarem os times de futebol americano. Então se as equipes não conseguem promover eventos, expor a marca dos patrocinadores em produtos, fazer ações de ativação, dentre outras coisas, as empresas perdem o interesse em patrocinar, já que não terão visibilidade.

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