Esportes

Skateborading: do suburbano às Olimpíadas

Para Adelman (2003), o mundo esportivo incorpora a luta das mulheres pela igualdade e relações de gênero

diario da manha
Foto: Getty Images

O skateboarding ou skate foi surgiu em 1960, por surfistas da Califórnia que queriam reproduzir manobras nas ruas. Além disso, o esporte pode ser praticado de três formas: street (nas ruas da cidade), freestyle (manobras variadas no chão) e vertical (em pista com formato U). Por outro lado, o esporte é novidade nas Olimpíadas de Tóquio de 2020.

No entanto, o skateboarding se tornou um fenômeno mundial com bases na subcultura rebelde. Apesar do estereótipo adolescente, os skatistas se atrelam aos desafios sociais na formação de uma comunidade diversificada. De acordo com Ilian Borden, o contraste da cultura popular e underground é marcante.

“O skateboarding é todo um fenômeno cultural, é criado não só por seus praticantes, mas por inúmeros comentaristas, mídia, revistas e filmes. […] Apesar do alcance mundial, a primeira explosão do skateboarding teve vida curta.”

Disse Borden em trecho publicado em livro “Skateboarding and the City: A complete Story”.

Por outro lado, a diversidade da comunidade skater não se apoia totalmente em competições. Sua estrutura individual promove critérios de treinos, objetivos e estilo, cujos denotam autenticidade da prática.

Skate: um esporte olímpico

A inclusão do skate nas Olimpíadas veio com o objetivo de trazer mais audiência e renovar a competição. Atualmente são 40 vagas por modalide, sendo 20 para o park masculino e 20 para o street feminino. Assim, cada país pode classificar até três atletas por modalidade, totalizando 80 competidores.

Neste evento, a modalidade street traz elementos presentes nas ruas das cidades. Sendo eles corrimões, rampas, degraus, muretas e outros. Na modalidade, Pâmela Rosa, Rayssa Leal e Letícia Bufoni representaram o Brasil.

Já no skate park, é praticado em arena com formato bowl ou piscinão. Além disso, conta com elementos do street como halfpipe, corrimão e rampas. Assim, são feitas quatro voltas de 45 segundos cada, sendo a maior nota utilizada na classificação geral.

Estereótipos da mulher no esporte

A participação feminina nos esportes é notável com o passar dos anos. Nem sempre foi assim. Em meados do século XIX e início do século XX foram percebidos os primeiros sinais da inserção das mulheres na prática esportiva. A partir do desenvolvimento industrial e de novas tecnologias, as práticas esportivas tornaram-se acessíveis como opção de lazer.

No entanto, já era notável a presença de esportes de elite. Pois boa parte das práticas foram importadas ao Brasil pelas pessoas mais ricas da sociedade. Tendo em vista que boa parte dessas modalidades vinham do continente europeu. Porém as práticas ainda eram dominadas e construídas pelos homens.

Por outro lado, o reforço de estereótipos sobre a participação feminina nos esportes sempre foi presente. E, apesar da evolução social ao longo do tempo, as relações de gênero são marcantes em esportes vistos como “masculinos”. Assim, muitas mulheres são masculinizadas a ponto de serem vistas como “anormais” ou “lésbicas”. Deste modo, a tomada de poder e a luta por igualdade deve permanecer.

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