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A chama está acesa

Redação DM

Publicado em 21 de abril de 2016 às 01:48 | Atualizado há 10 anos

A 106 dias dos Jogos Olímpicos Rio 2016, uma importante cerimônia acontece hoje: o acendimento da chama olímpica. E como segue a tradição, o evento será na Grécia, mais precisamente no Templo de Hera, em Olímpia, às 12h (no horário grego, às 6h no Brasil).

Ele marca oficialmente o revezamento da Tocha Olímpica, que percorre todos os Estados do Brasil por 90 dias, até o acendimento da pira olímpica na cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016, dia 5 de agosto no Maracanã.

O evento promove uma conexão entre os Jogos da Antiguidade, nascidos em Olímpia em 776 a.C. e os Jogos da Modernidade, que nesta edição acontecem na cidade do Rio de Janeiro. Na Grécia Antiga, a chama percorria as cidades gregas anunciando uma trégua nas guerras para reunião de todos nas competições de Olímpia. Na Era Moderna, a chama Olímpica representa o espírito de paz, união e amizade.

Os gregos da Antiguidade consideravam o fogo um elemento divino. A chama que ficava exposta na entrada dos principais templos, como o de Olímpia, que era a sede dos Jogos Olímpicos daquela época, era acesa através de raios de sol com o uso da skaphia” um espelho côncavo. O objetivo desse ritual era assegurar a pureza do fogo que queimaria permanentemente nos altares dos deuses Zeus, Héstia e Hera.

O revezamento da Tocha Olímpica é um retrato das cerimônias que um dia fizeram parte dos Jogos da Antiguidade de Olímpia. A cidade, aliás, e a maneira rústica como a chama é acesa reforçam a conexão entre os Jogos da Antiguidade e os da Modernidade.

Uma tradição nos Jogos da Antiguidade que vale ser lembrada era a dos mensageiros que percorriam todas as cidades da Grécia Antiga para anunciar a data das competições. Neste tempo, todas as guerras em curso deveriam ser interrompidas para que atletas e espectadores pudessem participar.

O ginasta grego Eleftherios Petrounias, principal rival de Zanetti nas argolas, foi escolhido como o primeiro condutor da tocha Rio 2016. Ele pega acesa a chama, gerada pela luz do sol refletida em um espelho, das mãos da atriz Katerina Lehou. Ela chega vestida como uma sacerdotisa, com traje desenhado pelo estilista grego Eleni Kyriacou, pupilo de Alexander McQueen. Petrounias é o primeiro a correr com a tocha, passando-a para o ex-atleta de voleibol e medalhista olímpico brasileiro Giovane Gávio.

Giovane Gávio, que atua como gerente de voleibol do Comitê Rio 2016, será o primeiro brasileiro a conduzir a Tocha Olímpica nesta edição dos Jogos. É segunda vez que o ex-jogador participa de um revezamento. Ele foi um dos condutores, no Brasil, da tocha dos Jogos Atenas 2004, que percorreu vários países. Só que deste vez foi escalado para o Olimpo: “Não vou correr. Vou fazer os 250 metros que cabe a cada condutor bem devagar. Não quero que esse momento mágico acabe rápido”, avisa.


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