A festa está completa
Redação DM
Publicado em 27 de novembro de 2016 às 00:44 | Atualizado há 1 anoNada melhor do que a 22ª vitória para coroar um título e um ano maravilhoso para o Atlético. No “jogo das faixas”, o Dragão venceu o ansioso Bahia por 2 a 1 e quase que pregou o rival na Série B. Sorte do Bahia que o Náutico perdeu, assim o Estádio Olímpico foi uma festa conjunta entre campeão e o último time que conquistou o acesso.
O jogo não foi lá essas coisas, mas não deixa de ser gostoso ganhar de um time qualificado e um dos favoritos ao título no início do ano. No fim, a taça foi entregue e Lino e Gilsinho, que estavam com faixas de capitão, levantaram juntos. Lino foi capitão durante quase todo campeonato, mas uma lesão o tirou da reta final e deu oportunidade de Jorginho comandar.
Dali do Olímpico a festa foi transferida para a 24 de Outubro, em frente ao Estádio Antônio Accioly.
O Jogo
Começou como um jogo de compadres. Não que o Bahia estava jogando sem vontade, pois afinal o tricolor precisava vencer ou ao menos empatar para não depender de outros resultados. Mas até o gol que só saiu depois dos 30 minutos de jogo, nada aconteceu. Foram muitas trocas de passe, quase nenhuma chegada dos dois times. O Atlético jogava sem pressão e o Bahia aparentemente estava tranquilo.
Aos 35 minutos, Régis fez jogada na lateral e cruzou na área. A bola foi passando por todo mundo e todos passavam muito perto, mas não conseguiam nem tocar. Porém Edigar Júnior alcançou a bola quando ela estava quase fugindo e mandou pro fundo das redes que não tinha mais goleiro.
Só a partir daí que começou o jogo de futebol. A torcida baiana estava em festa e em bom número: mais de 1.100 torcedores na esperança do acesso. O Atlético acordou para o jogo e antes do apito final no primeiro tempo o Dragão empatou. O zagueiro Marllon fez jogada de velocidade e cruzou. Gilsinho escorou de cabeça e Júnior Viçosa mandou um chutaço de primeira indefensável. Ele foi na torcida rival dizer: “aqui não”.
Na volta, o rubro-negro veio ainda mais imponente e virou o jogo. Aos 26 minutos Alison cabeceou para excelente defesa do goleiro Muriel. No rebote, Alison tocou para Jorginho, que só teve o trabalho de empurrar pro gol e fazer a festa da torcida.
Aos 33, Allano cruzou e Hernane pegou de primeira, uma bomba que Kléver defendeu de modo impressionante. Foi uma demonstração de reflexo apurado.
O desespero não tomou conta dos visitantes, pois o Náutico estava perdendo em casa para o Oeste. O Bahia tentou, mas parou nas boas defesas do goleiro Kléver. No final acabou assim: Dragão com outra vitória para coroar o título e o Bahia subindo para a Série A e a festa foi completa
