Esportes

A tempestade não para

Redação DM

Publicado em 18 de dezembro de 2015 às 00:26 | Atualizado há 11 anos

O Brasil, mais do que nunca, é o país do surfe mundial. O paulista Adriano de Souza, mais conhecido como “Mineirinho”, pelo jeito tranquilo de ser, conquistou o título mundial de surfe, ontem, na praia de Pipeline, no Hawaí, Estados Unidos, mostrando que a chamada Brazillian Storm (tempesdade brasileira, em inglês), continue firme, arrebentando os adversários que vêm pela frente.

Curiosamente, o título de Mineiro teve grande colaboração do campeão do ano passado, Gabriel Medina, que mesmo não tendo mais chances de conquistar o bicampeonato, derrotou o australiano Mick Fanning nas semifinais, abrindo espaço para o título de Adriano. Mesmo com o título da temporada decidido, os dois brasileiros ainda fizeram a final da etapa. Mais uma vitória para Mineirinho, por 14,07 x 8,50

 

Baterias

Mineirinho chegou ao Havaí dependendo apenas de si para terminar com o título, e foi dessa maneira que conquistou o WCT. Com uma campanha irretocável em Pipeline, no Havaí – foi melhor que Mick Fanning, Filipe Toledo e Julian Wilson – o brasileiro leva o segundo troféu consecutivo para o Brasil .

Ainda nas quartas de final, o mar com poucas ondas em Pipeline dificultava as ações dos surfistas. Nas quartas de final, Mineirinho passou vários sustos para bater o americano Josh Kerr. Antes de pegar um tubo para o Backdoor e conseguir a virada com 3.50, Adriano tinha 2.00 pontos na melhor onda, contra 3.00 e 1.43 de Josh, que quase deu o troco no brasileiro no fim, quando foi para o Backdoor e caiu dentro do cilindro.

Antes de entrar no mar novamente, Mineirinho ficou na praia torcendo para Gabriel Medina derrubar Mick Fanning. O confronto entre Medina e Mick começou com o australiano fazendo 7.33 num tubo para o Backdoor. A partir daí, poucos tubos expressivos apareceram na bateria e o brasileiro insistiu em diversas ondas até finalmente conseguir a virada. Nos minutos finais, Medina partiu para a esquerda e mandou um aéreo rodando muito alto, deixando a situação dramática na praia.

Para a felicidade da torcida brasileira, os juízes deram 6.50 a Medina e Mick levou a virada, resultado que fez Adriano de Souza ficar em ótima situação na corrida pelo título mundial.

Nas semifinais, contra a Mason Ho, algoz de Filipe Toledo e sobrinho do campeão mundial Derek Ho, Mineirinho não teve muitas dificuldades para vencer a bateria e garantir o título. Com ondas fracas, o brasileiro liderou durante todo combate e, com um somatório maior (6,83 x 4,70), avançou à final e pode comemorar com a torcida verde-amarela nas areias de Pipeline, considerada a Meca do surfe mundial.

Mesmo com toda a festa na praia e o título decidido, Mineirinho e Medina voltaram para o mar para decidir a última etapa do circuito. Adriano de Souza se deu melhor. Com um 7,67 e 6,40, Mineirinho somou 14,07 e superou Medina (8,50) para levar também a inédita conquista da etapa de Pipeline para o Brasil. No ano passado, o título ficou com o australiano Julian Wilson, derrotando justamente Gabriel Medina, que também chegou à final campeão.

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