Arestas aparadas
Redação DM
Publicado em 7 de outubro de 2015 às 00:54 | Atualizado há 11 anosJoão Paulo Di Medeiros,Da editoria de Esportes
União e harmonia. Duas palavras que viraram sinônimos de salvação para o Goiás na reta final do Campeonato Brasileiro. Após a contundente derrota para o Figueirense no último fim de semana, o clube esmeraldino vive um início de semana tenso e procura pela harmonia para evitar o rebaixamento.
Após criticar o elenco pela apatia no jogo do último domingo, o presidente Sérgio Rassi se reuniu com líderes do plantel como Renan, Fred, David e Felipe Menezes. O dirigente explicou que a conversa foi no intuito de descobrir o que está acontecendo para uma queda do rendimento.
“A reunião foi boa e saí convencido que a troca de comando não foi o motivo do mau desempenho. Justificaram que o time alterna bons e maus momentos, principalmente quanto está com jogadores mais jovens”, revelou em entrevista à Rádio 730.
Rassi também deixou transparecer que pode haver problemas de relacionamento. Tanto que acionou o gestor de futebol Harlei para resgatar a harmonia do grupo de trabalho esmeraldino. O dirigente não deu detalhes sobre o que estaria acontecendo, mas realçou a importância de todos estarem unidos nesta reta final.
O volante Patrick disse que os jogadores mais experientes ainda não repassaram o saldo da reunião para o restante do grupo, mas disse que o Goiás tem condições de escapar da degola. O meio-campista negou que o elenco esteja rachado. “Independentemente de tudo que está acontecendo a gente ainda tem chance de sair dessa situação. A gente sempre tem que buscar forças, motivação, para sair desta situação”, frisou.
“Não temos problema nenhum. Acho que todos ficaram bastante chateados devido aos últimos resultados. Não temos problemas internos, é um grupo bastante tranquilo, bom de trabalhar. Só que temos que mudar nossa postura com relação às últimas partidas”, completou.
A nove jogos do fim do campeonato, o Goiás vê o fantasma do rebaixamento de muito perto. Rassi reforçou o sentimento de temor sobre uma possível queda, mas reiterou que a união de forças pode manter o time esmeraldino na primeira divisão.
“Agora o rebaixamento me assusta como nunca assustou antes. Tenho certeza que se fizermos essa união de forças, com um único propósito deixando de lado picuinhas, vaidades, ciúmes e outras coisas que imperam no meio futebolístico temos certeza que saímos dessa situação. Caso contrário, vai ser risco na água e nada do que conversamos ontem (segunda-feira) vai dar certo”, frisou à 730.