Atleta goiano comemora título Sul-Americano no Chile
Redação DM
Publicado em 8 de agosto de 2018 às 02:10 | Atualizado há 8 anos
O karateca goiano Adriano Napoli segue trazendo bons resultados para o Estado. No final do mês de julho, o atleta enfrentou adversários de todo o continente para conquistar a medalha de ouro no Campeonato Sul-Americano em Temuco, no Chile.
O atleta, de 35 anos, está em uma fase de retomada de sua carreira e atualmente vive o seu ápice. Praticante da arte marcial desde a infância, Adriano tem uma longa carreira como professor da modalidade, atendendo principalmente crianças e adolescentes. Em 2013, uma lesão no joelho ameaçou a sua sequência em competições, mas o atleta superou o problema para enfileirar conquistas nos últimos dois anos.
No ano passado, Adriano foi vice-campeão brasileiro em Maceió (AL) e medalha de bronze no Pan-Americano, disputado em Vitória (ES). A cereja do bolo foi o título Sul-Americano, conquistado em condições adversas. Com um inverno bastante rigoroso na cidade chilena, o goiano pegou temperaturas negativas e teve que vencer cinco lutas para se sagrar campeão.
“Foram oito meses de preparação, alimentação balanceada e treinamentos diários com sessões de três hora para conquistar o objetivo. Depois de tudo o que sofri com minha lesão, é um grande orgulho poder voltar a competir em alto nível. A cada dia que passa estou me sentindo melhor e mais competitivo”, ressalta o atleta.
Com o título sul-americano, Adriano, que é integrante da seleção brasileira de karatê shotokan, está classificado para o Mundial da categoria, que vai acontecer na Irlanda, em setembro de 2019. O atleta tem mais de um ano para se preparar para o campeonato, mas ainda precisa viabilizar recursos para a viagem, uma vez que a Confederação Brasileira de Karatê subsidia apenas parte da hospedagem.
“Nas últimas viagens que fiz consegui alguns patrocínios que me ajudaram a custear a participação nos campeonatos. Para o Mundial esse vai ser o meu maior desafio. Eu vivo do karatê, dou aula em academia e tenho uma loja de artigos esportivos. Mas preciso de apoio para competir fora daqui”, esclarece o karateca, que precisa arrecadar cerca de R$ 8 mil para viabilizar a participação no Mundial.