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Áudio aumenta indícios de pane seca no avião

Redação DM

Publicado em 1 de dezembro de 2016 às 00:45 | Atualizado há 10 anos

O avião da empresa Lamia que levava o elenco da Chapecoense para a Colômbia e caiu matando 71 pessoas na madrugada de terça-feira não cumpriu o plano de voo previamente estabelecido. Foi o que afirmou o CEO da empresa aérea, Gustavo Vargas, em entrevista ao diário boliviano Página Siete, ontem.

Vargas admitiu que “o avião deveria ter reabastecido em Bogotá” ao invés de seguir viagem para Medellín. Ao decidir por não parar na capital colombiana, o piloto Miguel Quiroga colocou em risco o nível de combustível da aeronave, o que causou a pane elétrica que gerou a tragédia em uma localização próxima a Medellín.

“O piloto é quem tomou a decisão de não pousar, porque pensou que tinha combustível suficiente”, disse Vargas. “No plano de voo havia a opção de a aeronave parar em Cobija (na fronteira da Bolívia com o Brasil), mas logo se falou da opção de Bogotá para reabastecer. Temos que investigar o motivo do piloto ter decidido ir direto a Medellín”, acrescentou.

Até o momento, a causa mais provável do acidente foi a falta de combustível apresentada pela aeronave quando estava a cerca de 13 quilômetros do aeroporto de Medellín.

Um áudio, divulgado ontem pela Rádio Blur, da Colômbia, registrou novo áudio da conversa entre o piloto Miguel Quiroga e a torre de controle do aeroporto José Maria Córdova, confirmando esta tese.

 

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