Esportes

Belgas fazem jus ao status

Redação DM

Publicado em 15 de julho de 2018 às 02:48 | Atualizado há 8 anos

A Bélgica encerrou sua cam­panha na Copa do Mundo de 2018 de forma honro­sa, em São Petersburgo. Enfren­tando a Inglaterra pelo tercei­ro lugar da competição, os Red Devils foram cirúrgicos logo no início da partida, assim como já haviam sido contra o Brasil, nas quartas de final, e acabaram ven­cendo os adversários por 2 a 0, graças aos gols de Meunier, aos três minutos de jogo, e Hazard, já no final do segundo tempo.

Com o resultado, o time co­mandado pelo técnico Roberto Martínez entrou para a história do futebol belga. Nenhuma ge­ração do país chegou tão longe quanto essa de 2018 em uma Copa do Mundo. Em 1986, a Bélgica também foi eliminada na semifinal, porém, na disputa pelo terceiro lugar acabou der­rotada pela França.

A Inglaterra, por sua vez, per­deu a grande oportunidade de fazer sua melhor campanha em Mundiais desde o título em 1966, quando sediou o torneio. O téc­nico Gareth Southgate levou a campo uma equipe sem quatro titulares e não superou a cam­panha de 1990, quando os ingle­ses disputaram o terceiro lugar e acabaram derrotados pela Itália.

O JOGO

A Bélgica iniciou a partida de maneira avassaladora. Sem dar espaços à Inglaterra, o time do técnico Roberto Martínez foi ci­rúrgico em sua primeira opor­tunidade, logo aos três minutos, e desta maneira acabou abrin­do o placar. Em contra-ataque fulminante, Chadli recebeu óti­ma enfiada de bola de Lukaku e cruzou na medida para Me­unier, que se antecipou ao za­gueiro para chegar finalizando de primeira dentro da área, sem chances para o goleiro Pickford.

Empolgados com o gol preco­ce, os belgas continuaram pressio­nando e por pouco não amplia­ram aos 11 minutos, quando De Bruyne recebeu de Lukaku e ba­teu sem tomar distância, na ten­tativa de iludir o zagueiro. Antes de chegar ao gol, a bola ainda con­tou com desvio da defesa inglesa, mas o goleiro adversário estava es­perto para fazer a defesa.

A Inglaterra só foi responder, de fato, aos 22 minutos, com seu artilheiro, Harry Kane. Sterling ajeitou para o camisa 9 na en­trada da área, porém, ele não pegou bem na bola e a viu sair mascada pela linha de fundo.

A Inglaterra voltou para o se­gundo tempo disposta a reverter o jogo. Para isso, o técnico Gareth Southgate promoveu duas alte­rações em sua equipe: a entra­da de Lingard na vaga de Rose e Rashford no lugar de Sterling. As mudanças pareceram ter surtido efeito aos nove minutos, quando Lingard bateu cruzado dentro da área e viu Harry Kane se jogar na bola na tentativa de um desvio para o gol, o que não aconteceu.

A Bélgica, por sua vez, não dei­xou barato e respondeu logo em seguida. De Bruyne encontrou uma brecha mínima entre os za­gueiros adversários e tocou em profundidade para Lukaku. O ata­cante, porém, não conseguiu do­minar a bola da forma que queria e viu escapar de seus pés.

Tentando correr atrás do pre­juízo, a Inglaterra seguiu pressio­nando a Bélgica no restante da partida. Aos 24 minutos, a me­lhor chance dos Lions. Eric Dier, do Tottenham, tabelou com Jes­se Lingard e saiu na cara do gol. O volante ainda tocou por cima do goleiro, mas, antes de a bola cruzar a linha, Alderweireld apa­receu de forma providencial para afastar o perigo.

Se a Inglaterra não aproveitou sua grande oportunidade, a Bél­gica fez o seu dever de casa. Aos 36 minutos, De Bruyne arrancou pelo meio e acionou Eden Hazard na esquerda. O atacante do Chel­sea invadiu a área e tocou na saí­da do goleiro, estufando as redes e assegurando o histórico tercei­ro lugar da ótima geração belga

 


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