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Belluci aplica pneu, mas leva virada de Djokovic

Redação DM

Publicado em 14 de maio de 2016 às 21:30 | Atualizado há 10 anos

Para quem achava que a soberania de Novak Djokovic, atual 1 do mundo, e a má fase de Thomaz Bellucci, 37 do ranking, faria o sérvio passar facilmente pelo brasileiro pelas oitavas de final do Masters 1000 de Roma, enganou-se. O melhor representante do Brasil aplicou um pneu no primeiro set, mas Djoko ganhou os outros dois e avançou, vencendo por 0/6, 6/3 e 6/2, após uma hora e 36 minutos.

Nole começou sacando no primeiro set, e logo viu que Thomaz não estava de brincadeira. O brasileiro aplicou a quebra sobre o número 1 do mundo com facilidade. Aliás, o saque de Bellucci foi uma arma a seu favor, uma vez que não foi ameaçado pelo sérvio em seus serviços.

O bom desempenho de Bellucci, agressivo quando necessário e muito preciso, dificultou a vida de Djokovic, que não apresentou o bom rendimento já conhecido do melhor tenista da atualidade.

Além disso, os 16 erros não forçados cometidos pelo sérvio, em comparação aos três feitos pelo brasileiro, evidenciam a diferença entre ambos no primeiro set, que permitiu a Bellucci não somente sair na frente, como aplicar um pneu no jogador mais difícil a ser batido atualmente, em 24 minutos de partida.

Na segunda parcial, Djokovic conseguiu, com dificuldade, confirmar seu primeiro game na partida. O jogo ficou equilibrado e o número 1 aplicou sua primeira quebra de serviço no sexto game. Thomaz não devolveu o break e viu o sérvio empatar a partida. Enquanto Nole se estabilizou e cometeu apenas oito erros não-forçados, o paulista fez 14, além de duas duplas faltas.

No set decisivo, Djokovic quebrou o serviço de Bellucci logo no primeiro game. O brasileiro lutou para equilibrar o duelo e tentar chegar ao break, mas o sérvio manteve-se firme e não cedeu. No sétimo game, Novak conseguiu quebrar de zero o serviço de Thomaz e sacou para o jogo, confirmando o favoritismo e espantando a zebra da primeira parcial.

Nas quartas de final, o número 1 do mundo terá outra pedreira pela frente: o maior campeão do torneio, com sete títulos, e rei do saibro, Rafael Nadal, 5 do ranking.


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