Esportes

Braçadas inéditas no polo aquático brasileiro

Redação DM

Publicado em 26 de junho de 2015 às 04:25 | Atualizado há 11 anos

A seleção brasileira masculina de polo aquático tem apresentado uma rápida evolução desde a chegada em novembro de 2013 do croata Ratko Rudic, quatro vezes campeão olímpico e apontado por muitos como o melhor técnico da modalidade no momento. Um novo degrau dessa ascensão pode ser alcançado neste sábado a partir de 13h40m (de Brasília), diante da Sérvia, pelas semifinais da Super Final da Liga Mundial, em Bérgamo, na Itália.

Para chegar neste patamar, o Brasil derrotou a Austrália, na última sexta-feira, por 9 a 8, nas quartas de finais. Esta é a primeira vez que o Brasil fica entre as quatro primeiras seleções neste torneio. O melhor resultado até então foi no ano passado, com uma sétima colocação. Mais do que a classificação inédita, o jogo brasileiro apresentado durante nos quatro jogos da competição, à exceção de um, foram bastante convincentes.

Logo na estreia, na última terça-feira, a seleção despachou a Croácia, que é a atual campeã olímpica, por 17 a 10. Em nenhum momento, o Brasil ficou atrás no placar. E a atuação foi definida como “histórica” por Ratko, que afirmou que devem vir mais vitórias pela frente já que o foco da seleção está na medalha de ouro do Pan-Americano de Toronto (algo que não acontece desde o Pan de São Paulo, em 1963), que tem nível técnico inferior ao da Liga Mundial.

No dia da estreia, inclusive, a seleção fez duas horas de treino com direito a musculação antes do jogo para chegar ao ápice da forma física em Toronto. No segundo confronto da da Super Final da Liga Mundial, o Brasil passou pela China por 15 a 7 em outra vitória convincente. A seleção chegou a ficar atrás no placar no início do primeiro quarto, mas acabou sendo superior nas quatro parciais ( 3/2, 6/3, 4/1 e 2/1).

A seleção vinha fazendo uma primeira fase quase perfeita. Liderava o grupo A com seis pontos. Mas acabou sofrendo um apagão no último jogo desta fase contra a forte Hungria e acabou sendo derrotada por 16 a 3. Até então, a Hungria não vinha apresentando todo o seu potencial no torneio (vencera da modesta China por 18 a 8, mas perdera para a Croácia por 15 a 12). Mas, justamente, contra o Brasil, a seleção do leste europeu resolveu mostrar o melhor do seu polo aquático, conforme definiu o site da Federação Internacional de Natação (Fina, em inglês).

— Eles estavam mais preparados e com nível psicológico mais alto do que o nosso. Nossa equipe tem uma maneira de pensar que precisa evoluir para este tipo de competição. Esta derrota, no entanto, vai ajudar a melhorar o nosso jogo — disse Ratko, ao site da Fina, logo após a derrota para a Hungria.

A derrota não abateu o Brasil que tinha na fase seguinte um adversário com mais tradição no esporte. Afinal, a Austrália já foi por duas vezes medalhista de bronze deste torneio e foi sétima colocada na última olimpíadas. Os destaques da histórica vitória foram o capitão Felipe Perrone, com três gols e duas assistências, e o goleiro Vinícius Antonelli, que resistiu à pressão australiana no último quarto.

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