Brasil adota cautela com Paquetá e Raphinha, que ainda são dúvidas para as quartas da Copa
Heloysa Camilo - Estágio DM
Publicado em 1 de julho de 2026 às 11:18 | Atualizado há 1 hora
CBF evita estabelecer prazos para o retorno dos titulares e adota cautela durante a recuperação dos atletas | Foto: Conmebol/José Brenton/Getty Images
A Seleção Brasileira mantém cautela em relação à recuperação de Lucas Paquetá e Raphinha. Segundo fontes ligadas à equipe, nenhum dos dois tem presença assegurada em uma eventual partida pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
O meia sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda durante a vitória sobre o Japão, na última segunda-feira (29), enquanto Raphinha está afastado desde o confronto contra o Haiti, ainda na fase de grupos, após também sentir a região posterior da coxa.
Internamente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) optou por não divulgar atualizações frequentes sobre o processo de recuperação dos atletas. A estratégia foi adotada após o período de especulações envolvendo o retorno de Neymar e busca evitar expectativas em torno de datas para volta aos gramados.
Os dois jogadores seguem uma rotina diária de fisioterapia, avaliações clínicas e exames. Apesar do discurso de cautela, o ambiente na Seleção demonstra maior confiança na recuperação de Raphinha. O atacante já iniciou a fase de transição para o campo e participou de atividades leves, primeiro utilizando tênis e, depois, chuteiras.

A expectativa mais otimista da equipe médica é que o atacante possa voltar entre 10 e 15 dias após a lesão, desde que cumpra todas as etapas do tratamento. Ainda assim, a comissão técnica reforça que não pretende acelerar o retorno e que ele só será liberado quando estiver plenamente recuperado.
Enquanto Raphinha é substituído por Rayan no lado direito do ataque, a ausência de Paquetá abre espaço para mudanças no meio-campo, com Danilo Santos aparecendo como uma das alternativas para Carlo Ancelotti.
Caso avance diante da Noruega nas oitavas de final, o Brasil disputará as quartas de final no dia 11 de julho. A possibilidade de atuar sem dois dos titulares, porém, segue em aberto.
Segundo o ortopedista e médico esportivo Ari Zekcer, uma lesão muscular de grau 1 costuma exigir até dez dias de recuperação. Lesões de grau 2 podem afastar o atleta entre três e seis semanas, enquanto as de grau 3, que representam ruptura completa da fibra muscular, demandam meses de tratamento.
O especialista explica que esse tipo de problema é comum no futebol por causa dos movimentos explosivos exigidos durante as partidas, principalmente arrancadas e mudanças bruscas de direção. A mesma região muscular já afetou outros jogadores da Seleção recentemente, como Estêvão, Militão e o próprio Raphinha.
Em nota, a CBF informou que os exames confirmaram a lesão muscular de Lucas Paquetá e que o atleta seguirá um protocolo intensivo de recuperação sob acompanhamento da equipe médica.
Após o diagnóstico, o camisa 8 utilizou as redes sociais para demonstrar confiança na recuperação e publicou uma breve mensagem: “Fé… eu já vivi disso antes”.