Esportes

Brasil enfrenta Japão na Copa de 2026 com vantagem estatística e ofensiva

Fernando Henrique - Estágio DM

Publicado em 26 de junho de 2026 às 12:31 | Atualizado há 1 hora

Brasil e Japão se enfrentam na segunda fase da Copa do Mundo de 2026, em Houston | Foto: Reuters
Brasil e Japão se enfrentam na segunda fase da Copa do Mundo de 2026, em Houston | Foto: Reuters

O Brasil já conhece seu adversário na segunda fase da Copa do Mundo de 2026. Com o encerramento do Grupo F, foi confirmado que a equipe comandada por Carlo Ancelotti enfrentará o Japão na próxima segunda-feira, às 14h (de Brasília), na cidade de Houston. Considerando o desempenho na etapa de grupos, a seleção brasileira apresentou superioridade tanto no ataque quanto na defesa em relação ao rival, embora os times tenham enfrentado adversários com características e pesos diferentes neste Mundial.

Líder do Grupo C, o Brasil somou sete pontos após uma atuação de altos e baixos no empate diante de Marrocos na estreia e vitórias tranquilas contra Escócia e Haiti.

Já o Japão avançou na segunda colocação de sua chave, com cinco pontos. Os samurais azuis iniciaram o torneio deixando uma impressão positiva no empate por 2 a 2 contra a forte Holanda, aplicaram uma goleada por 4 a 0 contra a Tunísia na sequência e, na rodada final, sofreram para segurar o empate contra a Suécia por 1 a 1.

REFINAMENTO E VOLUME: A COMPARAÇÃO OFENSIVA

Mesmo com as duas equipes empatadas em gols marcados na Copa -sete para cada lado-, os pentacampeões mundiais exibem maior qualidade na armação e na definição das jogadas. Na construção de jogo, o Brasil supera o Japão na precisão dos passes (90% contra 87%), nos passes no terço final do campo (85% contra 81%), no aproveitamento de bolas longas (50% contra 49%), nos cruzamentos certos (33% contra 28%) e na média de grandes chances criadas por partida (4 contra 2).

O volume de finalizações do time de Ancelotti também é significativamente maior. O Brasil tem ampla vantagem sobre os japoneses no total de arremates por jogo (13,3 contra 9) e nas conclusões em direção ao gol (6 contra 3).

DEFESA BRASILEIRA EM ALTA

No sistema defensivo, a superioridade verde-amarela é ainda mais acentuada: a seleção sofreu apenas um gol na fase de grupos, contra três dos japoneses. O Brasil se mostra bem mais eficiente nos combates, liderando as médias de desarmes (19,3 contra 14,0) e de interceptações (9,3 contra 5,0).

Contudo, há um ponto de atenção para a comissão técnica brasileira: o setor ofensivo precisa ajustar o posicionamento em alguns momentos do jogo. O Brasil registra uma média de impedimentos muito superior à do Japão (3,0 contra 1,3).

A favor do Japão, está a disciplina em campo. Na primeira fase, a equipe asiática levou apenas um cartão amarelo em três partidas. Do lado brasileiro, foram cinco atletas amarelados. Ambos os times entram limpos agora, pois as punições foram zeradas para a segunda fase.

PERIGOS E VULNERABILIDADES DO JAPÃO

A versatilidade ofensiva tem sido uma arma dos asiáticos neste Mundial, apesar da falta de um craque para decidir em uma jogada individual. Um ponto que acende o alerta para o Brasil é o número de gols de cabeça dos japoneses -dois, no total -, um dado surpreendente para uma equipe que historicamente não prioriza o jogo aéreo. Além disso, o Japão já balançou as redes em finalização de fora da área, recurso ainda não explorado com sucesso pelo Brasil no torneio.

Por outro lado, o duelo decisivo desta quinta-feira (25) contra a Suécia expôs a fragilidade dos japoneses sob pressão. No fim do segundo tempo, a equipe foi encurralada pelos europeus e quase sofreu a virada – resultado que teria jogado o time para a terceira colocação da chave.

DESTAQUES INDIVIDUAIS

O Brasil entrará em campo no duelo decisivo respaldado pelo brilho de um dos grandes nomes da Copa do Mundo até aqui. Vinicius Júnior comandou o ataque brasileiro na primeira fase, marcando em todas as partidas. Ele soma quatro gols no torneio e segue de perto o líder da artilharia, o argentino Lionel Messi, com cinco.

Do lado japonês, a artilharia é mais dividida, mas a principal referência técnica tem sido Ayase Ueda. O meio-campista do Feyenoord, da Holanda, é o motor da equipe e já acumula dois gols e uma assistência na competição. (Marcelo Belpiede/FOLHAPRESS)


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