Com cara de Série B
Redação DM
Publicado em 21 de maio de 2016 às 22:09 | Atualizado há 1 ano
É quase um senso comum no futebol brasileiro atual dizer que jogos de Campeonato Brasileiro Série B são marcados mais pela pegada do que pela qualidade técnica. O Atlético parece ter absorvido muito bem esse espírito. Em um jogo com poucas opções e baixa qualidade técnica, o Atlético venceu o retrancado Brasil de Pelotas (RS), por 1 a 0, e engatou a segunda vitória seguida na Segundona – a primeira também havia sido por 1 a 0, contra o Oeste.
Depois de muitas tentativas em chutes de fora da área, o Dragão só conseguiu a vitória aos 37 minutos do segundo tempo, com o atacante Alison, que entrou no decorrer da partida.
Com 100% de aproveitamento na Série B, o Atlético volta a campo agora na terça-feira (24), às 19h15, quando enfrenta o Ceará, no Estádio Castelão, em Fortaleza (CE).
O jogo
Desde o começo da partida, ficou clara a intenção de que o Brasil viria ao Estádio Serra Dourada para fazer uma forte marcação e sair nos contra-ataques. O Atlético, com pouca criatividade e movimentação, ficava preso na armadilha gaúcha.
O jogo no primeiro tempo foi bastante arrastado. Nenhuma das duas equipes chegou com a bola trabalhada dentro da área, e as poucas chances de gol se limitaram a chutes de fora da área.
Pelo lado atleticano, o volante Michel pegou da intermediária e testou Eduardo Martini, que colocou para escanteio. A resposta do Brasil foi um pouco mais perigosa. O goleiro Kléver, que substituiu o lesionado Márcio, demonstrou a falta de ritmo, quando teve que defender o chute de Diogo Oliveira em dois lances. Posteriormente, o arqueiro fez uma bela intervenção em chute do lateral-esquerdo Marlon.
Na volta para a segunda etapa, o jogo seguiu o mesmo ritmo do primeiro tempo, mas com o Dragão tentando pressionar um pouco mais. Ainda sem criatividade, a primeira chance atleticana foi em uma falta cobrada por Romário, que Martini botou para escanteio.
Buscando mais ofensividade, o técnico Marcelo Cabo promoveu a entrada do atacante Caion no lugar do meia Magno Cruz. Logo depois, Júnior Viçosa teve uma boa oportunidade de abrir o placar em uma bola cruzada, mas acabou cabeceando por cima do gol.
Aos poucos, o Brasil começou a aproveitar os contra-ataques para tentar assustar o Dragão. Aos 23 minutos, Kléver teve que executar mais uma boa defesa, desta vez em chute de Washington.
O Dragão não conseguia se soltar, e entrar com a bola na área em jogadas trabalhadas era umamissão ingrata. Para furar a retranca gaúcha, as únicas opções eram os chutes de fora da área e as bolas cruzadas.
Para isso, Alison entrou na vaga de Gilsinho e mudou a história do jogo. O atacante recebeu uma bola na meia esquerda e emendou um forte chute rasteiro. Eduardo Martini chegou a tocar nela, a bola beliscou a trave direita e foi morrendo de mansinho no gol, para euforia da pequena torcida atleticana.
