Esportes

Comitê Olímpico avalia banir atletas trans das categorias femininas

Gabriel Maia - Estágio DM

Publicado em 11 de novembro de 2025 às 11:10 | Atualizado há 8 meses

Kirsty Coventry, defende novas regras para limitar a participação de atletas trans nas categorias femininas | Foto: REUTERS/Edgard Garrido
Kirsty Coventry, defende novas regras para limitar a participação de atletas trans nas categorias femininas | Foto: REUTERS/Edgard Garrido

O Comitê Olímpico Internacional (COI) considera o afastamento geral de todas as atletas transgênero das categorias femininas nas próximas Olimpíadas. Segundo informações, as normas visam “proteger a categoria feminina” e barrar cenários polêmicos, como a participação da atleta trans Laurel Hubbard na competição de Tóquio, em 2021.

Se aprovadas, as medidas devem ser implementadas até o início do ano que vem. O COI chegou a negar a tomada de uma decisão final, mas o órgão havia optado por dar a cada modalidade a liberdade de decidir sobre a participação de transgêneros nas provas, mantendo a defesa de que mulheres transgênero só poderiam competir com níveis reduzidos de testosterona, mediante tratamento hormonal.

Kirsty Coventry, 41, ex-nadadora do Zimbábue eleita presidente do COI em março de 2025, prometeu durante sua campanha que “iria proteger as categorias femininas”. De acordo com o Jornal The Times, a diretora médica e científica do comitê apresentou, na última semana, aos membros, as conclusões iniciais do relatório que inclui o pedido sobre atletas transgênero e competidoras com alterações no desenvolvimento sexual.

O relatório aponta que existem provas científicas de que uma pessoa nascida do sexo biológico masculino mantém vantagens físicas, mesmo após anos de tratamento hormonal. “Foi uma apresentação muito científica, factual e pouco emocional, que deixou as evidências muito claras”, disse uma fonte presente na reunião, que ocorreu em Lausanne, ao Jornal The Times. A intenção é que, ao entrar em vigor, a regra já passe a valer na competição de inverno marcada para fevereiro, em Milão e Cortina, na Itália, e posteriormente nos Jogos de Verão, em Los Angeles, em 2028.

Em junho deste ano, Coventry já havia declarado que esse seria o melhor caminho a seguir. “Percebemos que existem diferenças de modalidade para modalidade. Devemos nos esforçar para colocar ênfase na proteção das categorias femininas e garantir que isso seja feito com o consenso de todas as partes interessadas. Mas precisamos agir com uma abordagem científica e com a inclusão das federações internacionais, que já realizaram muito trabalho nesta área”, comentou a presidente.


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