Esportes

Dirigentes justificam tentativa de ação

Redação DM

Publicado em 10 de dezembro de 2015 às 01:18 | Atualizado há 11 anos

Para quem pensava que o Campeonato Brasileiro de 2015 tinha acabado se enganou. Muitos foram pegos de surpresa com a nova ação do Goiás na Justiça. Os próximos dias serão cruciais para saber se a tabela permanecerá do mesmo modo ou se haverá novos rebaixados ou novos classificados para a Série A.

O caso é o seguinte: desde o dia 4 de agosto de 2015 foi sancionada uma nova lei. A lei nº 13.155 diz: “a entidade de prática desportiva que não cumprir todos os requisitos estabelecidos no inciso II do § 1º deste artigo (regularidade fiscal, regularidade de FGTS e pagamentos em dia de salários e direitos de imagens) participará da divisão imediatamente inferior à que se encontra classificada”.

O problema do Goiás é que esta mesma lei não favoreceria o time a permanecer no lugar dos rebaixados e sim a classificar os times melhores colocados na divisão inferior. Na Série B o 5º colocado foi o Náutico, neste caso, se algum clube fosse rebaixado, o Timbu iria subir e os quatro piores da Séria A iriam para a Série B de qualquer jeito.

O que o Goiás realmente almeja e o Vasco, outro rebaixado, está de acordo, é que os times que não se adequaram ao ProFut percam pontos, como punição. Neste caso, se houver três times ou mais com condições de perderem alguns pontos importantes, o Verdão tomaria o lugar deles e consequentemente suas posições na tabela do Brasileirão.

O departamento jurídico irá entrar com ação na CBF se apoiando no Fair Play financeiro da Medida Provisória do futebol. O presidente Sérgio Rassi se sente prejudicado com o não cumprimento de outros clubes com o Fair Play financeiro. Segundo o dirigente, o time teve que se adequar a lei com uma folha salarial menor para cumprir com as obrigações enquanto outros clubes gastaram irresponsavelmente e não aderiram a um financiamento das dívidas.

“Fomos para a guerra com as armas permitidas e acabamos perdendo as batalhas. Mas outras equipes foram com armas não permitidas, então temos todo o direito de reivindicar essas reclamações. Sacrificamos muito o nosso departamento de futebol esses últimos anos para nos adequar à lei, enquanto tiveram times fazendo gastos irresponsáveis”, disse o presidente.

 

Na justiça

O departamento jurídico do Goiás irá entrar com ação na CBF. O advogado do clube, João Vicente, declarou: “O primeiro passo é entrar com uma medida contra a CBF exigindo que ela cumpra sua parte e faça prevalecer o Estatuto do Torcedor, alterado com a Lei número 13.155, de 4 de agosto de 2015. Seria uma ação autônoma via Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para obrigar os clubes a comprovarem situação regular perante as novas exigências. Se outras equipes estão irregulares, não podemos afirmar no momento, mas quem deve exigir essa comprovação é a CBF”.

Segundo o advogado, o regimento da CBF prevê perda de ponto. O Goiás acredita que o maior problema dos outros clubes não é a quitação de dívidas, mas sim o mau pagamento das folhas salariais e outros direitos. O Goiás diz não procurar uma virada de mesa e sim uma fiscalização do futebol, porém de forma alguma descarta a possibilidade de jogar a Série A ano que vem.

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