Esportes

Dono do time, dono da Rússia

Redação DM

Publicado em 21 de junho de 2018 às 03:33 | Atualizado há 8 anos

Quem se lembra das atuações de Portugal na campanha vitoriosa da Eurocopa de 2016 se identificou bastante com o nível de atuação e a proposta de jogo do time de Fernando Santos, no Estádio Luzhniki. Com um Cris­tiano Ronaldo decisivo, um sistema defensivo sólido, uma pressão ex­cessiva do adversário e uma atuação brilhante de Rui Patrício, a seleção lusa venceu Marrocos por 1 a 0 e findou as chances de classificação dos africanos.

Com o triunfo, Portugal depen­de apenas de si para se garantir en­tre as 16 melhores seleções da Copa do Mundo. Na última rodada, mar­cada para a próxima segunda-feira (25), Cristiano Ronaldo e compa­nhia viajam até Saransk para me­dir forças contra o Irã, que venceu na estreia. Já Marrocos teve findada suas chances de classificação com o revés. Na última rodada, para fechar sua participação em solo russo, en­frenta a Espanha em Kaliningrado.

O JOGO

Os dois minutos iniciais deram mostras evidentes de que Marrocos não enfrentaria a seleção atual cam­peã da Eurocopa para se defender. Com a bola no pé, chegou ao gol de Rui Patrício na primeira chance do jogo, mas Boutaib testou para fora.

Coube a Cristiano Ronaldo a missão de ensinar à risca como se posiciona e cabeceia dentro da área. Aos quatro minutos, o craque e capitão português, primeiro, mos­trou habilidade para se desvenci­lhar da marcação. Depois, mostrou sua eficiência característica para, li­vre, completar a cobrança de escan­teio de Cedric para o fundo da rede, abrir o placar e se isolar na artilharia da Copa com quatro gols.

Quem pensava que o gol no iní­cio tornaria fácil a vida da seleção lusa se enganou completamen­te. Marrocos não se abateu com a desvantagem e continuou com sua proposta de ter a bola, controlar o jogo e tirar os espaços da saída de bola de Portugal, que se via obri­gado a utilizar da ligação direta e, com isso, conter a participação de Cristiano Ronaldo.

O Marrocos continuou domi­nando. Aos 11 minutos obrigou a primeira intervenção de Rui Patrí­cio. Benatia completou o cruzamen­to para área com um cabeceio pre­ciso, rasteiro, mas defendido pelo arqueiro português. Na sequência, a pressão ainda contou com chutes interceptados pela defesa lusa, uma tentativa de Ziyech sem sucesso e le­vantamentos para área.

Cada vez mais acuado, Portugal se viu obrigado a contar com o talen­to de sua principal estrela para tirar o time do “buraco”. Primeiro em uma cobrança de falta na barreira, Cristia­no Ronaldo voltou colocar sua equi­pe perto do gol adversário. No lance seguinte, deu um lindo passe para Gonçalo Guedes, que na entrada da área emendou de primeira para uma defesa linda de El Kajoui com apenas uma das mãos.

No segundo tempo o Marrocos foi para cima, criando boas chan­ces e parando na má pontaria, Por­tugal nada conseguia fazer e contava apenas com lampejos de Cristia­no Ronaldo. A ineficiência ofensi­va de Marrocos ficou comprovada nas duas últimas chances criadas na partida. Ziyech fez tudo certo, testou para o gol, mas teve o corte de Pepe no meio do caminho. No último lan­ce de mais perigo, Benatia ficou livre na área, mas isolou.


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