Em risco, novamente
Redação DM
Publicado em 10 de dezembro de 2015 às 00:49 | Atualizado há 11 anosSe o ano não foi dos melhores para o Atlético dentro de campo, a situação do clube como um todo pode ficar ainda pior. O principal culpado dessa situação é o Profut. O Dragão precisa se ajustar economicamente e para isso acontecer, a venda de algumas propriedades do clube ganha cada vez mais força nos bastidores. As famosas certidões negativas para poder entrar no projeto que regulariza os clubes brasileiros, renegociando as dívidas com o fisco, devem ser ajustadas já em 2016, fazendo com que o rubro-negro cogite algumas situações impensáveis em outros tempos.
A principal delas é a venda da área do Estádio Antônio Accioly, no Setor Campinas. A histórica casa do Dragão passava por algumas reformas para poder abrigar o time profissional em 2016. Até segunda ordem as obras estão paralisadas enquanto a situação não for regularizada. Outra hipótese é a venda de um terreno que pertence ao Atlético em Aparecida de Goiânia. O presidente do clube, Maurício Sampaio, em entrevista à Rádio 730, comentou a situação crítica do clube, fora das quatro linhas:
“São saídas criadas, ninguém aqui está jogando a toalha ou criando algo de errado. O problema é que quando se fala em vender algo, um vespeiro se cria. São coisas que são do futebol. O futebol é algo irracional, as coisas são feitas sem pensar. O torcedor enxerga o futebol de forma míope, ele enxerga o presente. Nós que estamos gerindo, temos que pensar no futuro do clube. Entre a Série A e a Série B existe um fosso de oportunidades, de dinheiro rolando. Viabilizaram algumas ações e que se danem os clubes menores. Nós lutamos contra isso”, comentou Maurício Sampaio.
Outra situação que é vista no Profut é a responsabilidade que os presidentes dos clubes terão caso a entidade presidida tenha algum tipo de prejuízo ou deixe de arcar com as contas, enquanto o clube é presidido pelo mesmo. Maurício Sampaio não cogita a situação de arcar com qualquer dívida criada pelo Atlético, até por isso pretende mostrar saídas para os conselheiros do clube atleticano.
O atual presidente do Atlético reiterou que muita coisa ainda deve acontecer até o final desse mês nos bastidores rubro-negro: “É claro que preocupa essa situação, eu não quero mais problema para a minha vida, já tenho muitos. Eu acho que é prematuro achar que isso vai acontecer, tenho até o dia 20 para tudo ser resolvido. Obviamente não vou dar um passo maior que a minha perna para me prejudicar ainda mais”, destacou.
Enquanto o imbróglio não é resolvido, a situação desportiva do Atlético fica prejudicada. Mesmo que Adson Batista continue atrás de jogadores e treinador para a próxima temporada, o projeto atleticano de ter um time forte para 2016 fica mais difícil. O início do Profut pode fazer com que a equipe poupe cerca de 50% dos gastos com futebol para quitar as dívidas. Até o final do mês muita coisa ainda deve acontecer nos bastidores.
Por fim, Maurício já aguarda as reuniões para definir o futuro atleticano. O presidente rubro-negro aparece com algumas alternativas, onde os conselheiros do clube irão decidir os próximos passos do Atlético, visando um futuro mais promissor: “Eu tenho dois projetos para ser apresentados, um do Accioly (venda) e outro para o Accioly (reforma). A partir disso, os conselheiros do clube irão se reunir e vai haver uma votação para ser decidido. Nada está tirado de cogitação. Antes do dia 25 de dezembro essa reunião vai acontecer e tudo será decidido”, finalizou Maurício Sampaio.
Histórico
O Estádio Antonio Accioly chegou a ser demolido no ano de 2001. Na época, o terreno chegou a ser vendido para a construção de um shopping, mas o clube conseguiu reverterter a transação em uma ação judicial.
O estádio foi reconstruído e reinaugurado em 2005, para a disputa do Campeonato Goiano da Segunda Divisão.
O último jogo no Antonio Accioly foi disputado no dia 4 de abril de 2010, na derrota para a Anapolina, por 3 a 0. No ano seguinte, uma das arquibancadas foi condenada pelo Corpo de Bombeiros, e nunca mais foi utilizado.