Ex-médico da Federação de Ginástica dos EUA é condenado
Redação DM
Publicado em 26 de janeiro de 2018 às 03:11 | Atualizado há 8 anos
Depois de uma semana de julgamento e depoimentos de mais de 150 ginastas, o ex-médico da Federação de Ginástica dos Estados Unidos (USA Gymnastics) Larry Nassar conheceu sua sentença. Ele foi condenado a uma pena de 75 anos – pena máxima – de prisão por abusar sexualmente de atletas, a maior parte delas menor de idade.
O julgamento era referente a sete dos seus crimes cometidos em Michigan, todos de abuso, mas a juíza Rosemarie Aquilina permitiu que todas as ginastas abusadas por Nassar comparecessem para prestar depoimento. O resultado foram longas e comoventes audiências, que tomaram conta do noticiário dos Estados Unidos nos últimos dias.
Desde o início, a juíza se mostrou disposta a fazer Nassar pagar por seus crimes. Ela admitiu a satisfação com a condenação. “Você não fez nada para merecer sair da prisão novamente. Eu acabei de assinar sua pena de morte”, declarou.
Nassar, de 54 anos, já havia se declarado culpado por abusar de sete pessoas na região de Lansing, mas foram liberados os depoimentos de todas aquelas que quisessem acusá-lo no julgamento desta semana. Inicialmente, cerca de 80 mulheres iriam falar em três dias, mas novas vítimas foram aparecendo. No total, foram 158 testemunhos em sete dias de audiência.
Após as acusações iniciais de Rachael Denhollander, primeira pessoa a tornar públicas as acusações contra Nassar, mais e mais ginastas ganharam voz contra o médico, incluindo campeãs olímpicas pelos Estados Unidos, como Gabby Douglas, Aly Raisman, Jordyn Wieber e McKayla Maroney.
Estas mulheres narraram que o médico as tocava com as mãos, sem qualquer justificativa, quando estavam na maca de exames. Elas eram menor de idade quando os crimes aconteceram e explicaram que não se manifestavam na época por confiarem em Nassar, por se negarem a aceitar o que ocorrera ou por medo de fazer uma denúncia.
A multicampeã Simone Biles também está entre as vítimas.