Esportes

Ex-presidente da CBF terá de entregar dinheiro à Justiça

Redação DM

Publicado em 7 de novembro de 2015 às 02:04 | Atualizado há 11 anos

O ex-presidente da CBF José Maria Marin comprometeu-se a entregar, até ontem (6), US$ 1 milhão (R$ 3,8 milhões) em espécie à Justiça americana para validar o acordo que o autoriza a aguardar em prisão domiciliar o julgamento por suposto envolvimento no escândalo de corrupção no futebol mundial.

Segundo o acerto firmado com a Justiça norte-americana, Marin se comprometeu a pagar US$ 15 milhões (R$ 57 milhões) caso ele descumpra os termos.

Entre as garantias exigidas pelos EUA, além de seu apartamento em Nova York, avaliado em cerca de US$ 2,5 milhões, o cartola também tem até sexta para disponibilizar outros US$ 2 milhões.

O acordo, que foi tornado público pela Justiça americana na quinta-feira (5), não deixa claro, contudo, se ele vai, de fato, desembolsar esses US$ 2 milhões ou se trata de uma carta de garantia. A defesa de Marin não respondeu aos pedidos de esclarecimento feitos pela reportagem.

O acordo ainda incumbe o cartola de custear todo o sistema de vigilância a que foi submetido. Assim, o réu deverá arcar com os custos da tornozeleira eletrônica, da segurança privada que o vigiará permanentemente e das câmeras de monitoramento na porta de sua casa.

Ele teve que entregar seu passaporte ao FBI (a polícia federal americana) e está impedido de pedir um novo.


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