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Ex-presidente do Vila Nova nega racismo, relata agressão e classifica acusação como caluniosa

Redação Online

Publicado em 20 de abril de 2026 às 20:59 | Atualizado há 2 meses

Segundo o ex-dirigente, o gesto que originou a acusação teve outra intenção
Segundo o ex-dirigente, o gesto que originou a acusação teve outra intenção

O ex-presidente do Vila Nova, Geso de Oliveira, apresentou sua versão sobre a confusão após a partida contra o Operário-PR, válida pela Série B, no sábado (18/04). O episódio ocorreu no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, e terminou com acusações graves envolvendo dirigentes e atletas.

Apontado como um dos envolvidos na denúncia de racismo feita pelo atacante Berto, Geso afirmou que a acusação não procede. Em nota, classificou a denúncia como “caluniosa” e declarou que jamais praticou qualquer ato discriminatório durante ou após o confronto.

Segundo o ex-dirigente, o gesto que originou a acusação teve outra intenção. Ele relatou que puxou o próprio cabelo para indicar ao representante da CBF qual jogador estaria envolvido em agressões, ao destacar o cabelo longo como característica visível à distância.

Geso também relatou ter sido atingido por uma garrafa arremessada do campo, o que provocou um corte no lábio superior e exigiu sutura com quatro pontos. Em reação imediata, devolveu o objeto em direção ao gramado, atingindo um dirigente do clube paranaense.

De acordo com o ex-presidente, o próprio Berto o procurou após o incidente para pedir desculpas pela confusão iniciada por um companheiro de equipe. Ele afirmou que o jogador não mencionou qualquer acusação naquele momento e, inclusive, teria entregue sua camisa como forma de retratação.

Geso declarou surpresa com a mudança de versão do atleta ao prestar depoimento na Central de Flagrantes em Goiânia. Segundo ele, a acusação de injúria racial surgiu apenas nesse momento, o que reforçou sua alegação de denúncia falsa.

Após o registro da ocorrência, Geso chegou a ser detido, mas foi liberado em audiência de custódia. Como medida cautelar, a Justiça determinou que ele não frequente estádios em jogos do Vila Nova até a conclusão do processo.

Foto: Reprodução


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