Ex-volante da Seleção no Penta, Gilberto Silva exalta transições rápidas do Brasil na Copa do Mundo
Fernando Henrique - Estágio DM
Publicado em 23 de junho de 2026 às 10:37 | Atualizado há 53 minutos
Gilberto Silva afirmou que as transições rápidas são uma das principais características do futebol atual | Foto: Reprodução/Redes Sociais
O Brasil é um exemplo de transição veloz, característica fundamental nesta Copa do Mundo. A opinião é do brasileiro Gilberto Silva, titular absoluto da Seleção Brasileira na campanha do Penta, em 2002, ex-volante, integrante do Grupo de Estudos da Fifa (TSG – Technical Study Group).
Gilberto falou sobre o tema questionado pelo UOL sobre como a Copa do Mundo mostra mudanças do futebol. O questionamento era sobre a marcação por pressão. Ele avaliou os efeitos da marcação no campo de ataque, mas tratou muito das transições rápidas.
“Podemos ver como o Brasil recuperou a bola e fez transições muito rápidas nas jogadas de seus gols contra o Haiti. Com Bruno Guimarães, Matheus Cunha e Vinicius Júnior, é um exemplo de como as transições têm sido muito importantes”, disse Gilberto Silva.
“Transições, pressão alta. Este é o futebol dos nossos dias”, completou.
Grupo de estudos da Fifa
O TSG é comandado pelo ex-goleiro suíço Pascal Zuberbuhler e, como na Copa do Mundo de Clubes, conta com o brasileiro Gilberto Silva entre seus integrantes. Todos submetidos ao trabalho de Arsene Wenger, diretor de desenvolvimento global da Fifa.
A pergunta que levou Gilberto Silva a falar sobre as transições era, na verdade, sobre a importância da marcação por pressão. A Holanda, por exemplo, faz 7% de suas ações sem bola com marcação por pressão. O Brasil fez 6% contra o Marrocos, mas diminuiu para apenas 3% contra o Haiti.
Evolução da seleção
Gilberto Silva não colocou o Brasil entre as maiores potências da Copa nem o excluiu. Teve o cuidado de dizer que espera ver a seleção de Ancelotti evoluindo durante a competição. Mas salientou suas transições velozes, especialmente nas jogadas dos gols contra o Haiti.
“Eu admiro velocidade do jogo. Mais competitivo. Gostaria de ver o Brasil no nível mais alto do futebol mundial”, afirmou.
Neste Mundial, 20% dos gols nasceram em jogadas de transição, com bola roubada no campo de ataque ou na intermediária que se tornam contra-ataques. Mais do que o índice de bolas paradas, de 18%.