Faltam 21 dias: Copa do Mundo de 2026 pode gerar mais de US$ 6 bilhões em receitas
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 21 de maio de 2026 às 16:59 | Atualizado há 2 meses
Expansão do torneio deve aumentar ganhos com transmissão e patrocínios | Foto: Divulgação/FIFA
Faltam 21 dias para a Copa do Mundo de 2026, e o DM Online segue com sua série especial de contagem regressiva para o maior torneio de futebol do planeta. Nesta edição, o destaque é o impacto financeiro da competição, que deve movimentar cifras recordes em receitas de mídia e patrocínio.
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O Mundial de 2026 deve alcançar valores inéditos no mercado esportivo global. De acordo com projeção da consultoria Ampere Analysis, o torneio, sediado por Estados Unidos, Canadá e México, pode ultrapassar US$ 6 bilhões em receitas, somando direitos de transmissão e contratos de patrocínio.
A edição de 2026 será a primeira da história com 48 seleções participantes, o que amplia o número de partidas e abre espaço para novas ativações comerciais, maior exposição de marcas e crescimento do interesse de empresas dos setores de mídia e publicidade.
Patrocínios impulsionam arrecadação do torneio
Segundo a estimativa da consultoria, os acordos de patrocínio devem gerar cerca de US$ 2,4 bilhões para a competição. Empresas como DoorDash, Bank of America e ADI Predict Street aparecem entre as novas marcas associadas ao Mundial.
Ao mesmo tempo, patrocinadores tradicionais da Copa seguem presentes na competição, caso de Adidas, Coca-Cola e Visa.
Os setores de bebidas, alimentação e turismo concentram parte significativa dos contratos comerciais ligados ao torneio. Entre as empresas envolvidas estão Qatar Airways, Frito-Lay, Diageo, Mengniu Dairy, American Airlines, Budweiser e Marriott Bonvoy.
Direitos de transmissão também devem bater recorde
A expectativa da Ampere Analysis é que os direitos de mídia ultrapassem US$ 3,8 bilhões, valor cerca de 22% superior ao registrado na Copa do Mundo FIFA 2022, disputada no Catar.
O principal crescimento ocorreu no mercado norte-americano. Segundo a consultoria, os contratos fechados nos Estados Unidos tiveram valorização de 94% em comparação com a edição anterior do Mundial.
Além das emissoras tradicionais, plataformas de streaming também ampliaram a participação na disputa pelos direitos de transmissão. A DAZN, por exemplo, transmitirá jogos da Copa em mercados como Japão, Itália e Espanha.
Para a Ampere Analysis, a expansão do torneio e o peso comercial dos Estados Unidos como sede ajudam a explicar o aumento expressivo nas receitas. A consultoria avalia que a próxima edição da Copa reforça o crescimento do futebol como produto global de mídia e publicidade, atraindo cada vez mais interesse de marcas internacionais.