Esportes

Fãs de Senna levam capacete igual ao dele para pilotos autografarem

Redação DM

Publicado em 14 de novembro de 2015 às 09:40 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO. A verdadeira devoção pelo brasileiro Ayrton Senna, tricampeão mundial de F-1, morto em trágico acidente no GP de San Marino, em Ímola, em 1994, levou Anibal Alves, sua mulher, Raquel, e a sobrinha Jacqueline a passarem a tarde e o começo da noite desta sexta-feira no paddock do Autódormo de Interlagos. Nas mãos, um ícone: um capacete exatamente igual ao do tricampeão quando da conquista de seu primeiro título, em 1988. A missão do trio era a de obter autógrafos dos mais variados pilotos. Premiados, conseguiram os de mais de dez.

— Este capacete me foi dado por um amigo — contou Anibal. — Ano passado eu trouxe um igual ao que Senna havia usado no tricampeonato (o brasileiro foi vitorioso em 1988, 1990 e 1991), também para que vários pilotos assinassem. Estes capacetes são pintados por Sid Mosca, o melho que pintava os do Senna.

Ao lado do marido, de plantão atrás dos boxes, Raquel disse que o brasileiro era um ídolo muito querido e um ser humano maravilhoso. Para Anibal, todo o tempo gasto na espera dos pilotos valia a pena:

— Senna era um líder, uma pessoa do bem, que represenava o nosso país da melhor forma.

Um por um, eles foram abordando os vários pilotos, além de ex-pilotos. Aos poucos, o capacete amarelo e verde ia ficando marcado com os autógrafos de nomes como Felipe Massa, valtteri Bottas, Fernando Alonso (bi em 2005 e 2006), Felipe Nasr, Gil de Ferran (ex-piloto, campeão de F-Indy), Kimi Raikkonen (campeão de 2007), Jenson Buton (campeão de 2009), Sebastian Vettel (tetracampeão de 2010 a 2013), Daniel Ricciardo e Nico Rosberg.

Dois capítulos vivos da história da F-1, Emerson Fittipaldi, bicampeão mundial (1972 e 1974), e o tricampeão Niki Lauda (1975, 1977 e 1984), ambos já aposentados, não se furtaram a deixar suas assinaturas na peça.

A única frustração para o trio de fãs, se houve, pode ter sido a de que eles não conseguiram falar com o atual tricampeão Lewis Hamilton, que permaneceu a maior parte do tempo no boxe de sua equipes, a Mercedes.

— Tentamos conseguir o autófrafo do Hamilton, porque ele sempre se declarou fã do Ayrton, sempre o elogiou, e eu torço muito por ele — disse Aníbal.

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