Esportes

Felipinho leva a melhor e cola no líder

Redação DM

Publicado em 31 de outubro de 2015 às 01:25 | Atualizado há 11 anos

O brasileiro Felipe Toledo “Felipinho” levou a melhor sobre o compatriota Itálo Ferreira, na final da etapa portuguesa do mundial de surfe.

Além de vencer a etapa, o brasileiro conquistou uma nota 10 em uma das ondas surfadas e acumulou sua terceira etapa conquistada no mundial deste ano.

O resultado faz Filipinho passa o compatriota Adriano de Souza e assumir a vice-liderança do ranking, com 49.700 pontos, a apenas 200 do líder Mick Fanning, já contando um dos dois descartes obrigatórios. Como ainda pode descartar um 25º lugar, o brasileiro vai para a decisão de 8 a 20 de dezembro no Havaí até com mais chances que o australiano. Dos três primeiros do ranking, quem vencer em Pipeline é campeão.

O atual campeão mundial Gabriel Medina, eliminado nas quartas em Portugal, assumiu a quarta colocação no ranking.  Mas ainda tem chances de título, assim como os australianos Owen Wright e Julian Wilson. Todos precisam “secar” Fanning, Toledo e Mineiro na competição havaiana. Caso vencesse a etapa, Italo seria outro com chances de ser campeão em Pipeline. Ao menos, o potiguar garantiu o status de “Rookie of The Year” (calouro do ano) com a segunda colocação.

Esta foi a segunda decisão brasileira da história do Circuito. A outra foi em 1999, nos Estados Unidos, quando Neco Padaratz conquistou o título em cima de Fábio Gouveia.

– Eu não tenho palavras, é um sentimento muito bom. Foi uma semana muito louca. Machuquei minhas costas, mas… não sei! É inacreditável! O título nem era meu objetivo, mas agora tudo é possível, tenho que olhar para frente. Título Mundial… Estou muito feliz. Não sabia que agora estou a 200 pontos do Mick, mas espero que o Havaí me traga coisas boas- afirmou Filipinho.

A final começou movimentada. E como. Logo na primeira onda, Filipe Toledo pegou uma onda espetacular com aéreos, rabetada com reverse, escaladas e grande variação de manobras. Sem titubear, os juízes deram 10 para Filipinho. Desnorteado, Italo tentou a reação na sequência, mas suas duas ondas seguintes foram médias, um 4.33 e um modesto 1.13. Para piorar a situação do potiguar, Filipinho surfou para um 7.33, deixando o rival precisando uma combinação de 17.34 para virar.

Italo só foi começar a reagir nos 20 minutos finais da bateria. Primeiro ele conseguiu um belo aéreo e excelentes batidas, os quais lhe renderam um 7.20. Depois, o potiguar encontrou um aéreo quase perfeito e recebeu 9.93, voltando a ter boas chances de virar a final. Vendo a sua liderança ser ameaçada, Filipinho tratou de pegar um 7.83, afastando o perigo. Italo ainda levou um 6.83, mas já era tarde para buscar a virada.

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