Esportes

Greve de jogadores paralisa Campeonato Argentino

Redação DM

Publicado em 4 de março de 2017 às 02:38 | Atualizado há 9 anos

Uma greve de jogadores põe em risco o Campeonato Argentino de Futebol. Os primeiros jogos foram suspensos porque os atletas se recusam a entrar em campo até receberem os seus salários.

A crise começou depois que o governo rescindiu o contrato de transmissão gratuita dos jogos na televisão. O dinheiro era pago à Associação de Futebol Argentino (AFA), que se encarregava de repassá-lo aos clubes. Sem isso, os jogadores ficaram com os salários atrasados.

O governo argentino já depositou 350 milhões de pesos (cerca de R$ 70 milhões) na conta da AFA, para saldar a dívida da rescisão. Mesmo com o pagamento, os primeiros jogos do campeonato foram suspensos.

Os confrontos Rosario Central x Godoy Cruz e San Lorenzo x Belgrano, que aconteceriam ontem, ficam agora sem data definida. Apesar do imbróglio e mesmo com a possibilidade das equipes de sequer entrarem em campo, o árbitro Diego Abal chegou a viajar para Rosario, mas retornou a Buenos Aires.

Os dirigentes e a comissão normalizadora correm contra o tempo para resolver a situação o mais rápido possível, segundo o jornal Olé. Com os clubes firmes na decisão de não entrarem em campo, os jogadores seguem treinando com suas equipes, mas sem saber se entrarão em campo ou não nos próximos dias. Há cinco partidas marcadas para sábado, outras cinco para domingo, e mais três para segunda-feira, sem que haja confirmação de que vão acontecer ou não.

Após a paralisação prevista no calendário no fim do ano passado, o Campeonato Argentino deveria recomeçar em fevereiro. No entanto, a crise econômica e a enorme dívida dos clubes com os jogadores geraram o entrave.

Todas as quatro divisões do futebol no país estão paradas, e o problema é maior entre as equipes menores. Alguns clubes não pagam seus jogadores há mais de cinco meses. O governo deve US$ 33 milhões (mais de R$ 100 milhões) à AFA pela rescisão do contrato de transmissão gratuita dos jogos na televisão. Os atletas pedem que o dinheiro seja destinado à quitação das dívidas.

 

 


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