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Griezmann ironiza críticas de Courtois ao futebol francês

Redação DM

Publicado em 14 de julho de 2018 às 01:14 | Atualizado há 8 anos

A França não fez uma partida brilhante, mas cumpriu seu papel e, com bom desempenho defensi­vo, bateu a forte seleção da Bélgica na semifinal da Copa do Mundo da Rússia. Após o jogo, o goleiro Thi­baut Courtois criticou o estilo de jogo adotado pelos comandados de Didier Deschamps, chegando a afirmar que os Diabos Verme­lhos foram derrotados por “uma equipe pior, que não jogou nada, que só se defendeu”.

Em resposta, Antoine Griez­mann mostrou não se preocupar com os dizeres do arqueiro, lem­brando que o mesmo é um dos que menos deveria reclamar de um fu­tebol defensivo, dados os times que está acostumado a defender.

“Courtois jogou no Atlético de Madrid, foi campeão espanhol, dei­xe disso. No Chelsea ele acha que joga o jogo do Barcelona? Não. Nós não nos importamos com a forma, de como ganhamos. Nós ganha­mos”, apontou o atacante da Les Bleus, em tom bem-humorado. “Não dou a mínima. Eu vejo a es­trela, e se a tivermos, não ligo para como conseguimos”, completou, se referindo ao título mundial.

Griezmann ainda comparou o futebol jogado pela França com o jo­gado pelo Atlético de Madrid, onde foi companheiro de Courtois antes do belga se transferir ao Chelsea. Se­gundo o jogador, os dois estilos têm muito em comum, muito em fun­ção do trabalho feito por Diego Si­meone no time colchonero.

“Tenho a sorte de trabalhar com o melhor treinador de defesa do mundo, Simeone. Aprendo muito com ele e a França joga parecido com o Atlético. Defendemos melhor do que antes”, destacou ele, que, na seleção francesa, conta com um par­ceiro de ataque em um nível que não se vê no clube espanhol. “Mbappé nos faz muito bem com seu trabalho pelo lado do campo. Ele se desmar­ca, arranca e dá passes. Esperamos ver sua melhor versão na final”, falou.

Fazendo uma análise individual, o atacante ainda reconheceu a mu­dança de seu próprio estilo de jogo para ajudar a Les Bleus. Segundo ele, seu modo de pensar e de agir está totalmente voltado para a equipe, pouco importando as premiações individuais e uma autovalorização.

“Meu jogo mudou, estou em uma função de dar o ritmo de que a equipe precisa, criar as chances fortes, segurar a bola ou acelerar. Se eu marcar gols, melhor, mas sou um jogador que pensa na equipe”, ressaltou o francês, que já foi eleito pela Fifa como terceiro melhor jo­gador do mundo, em 2016.

 


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