Infantino desiste de plano de investimentos privados na Fifa após ameaça de boicote da Uefa
Redação Online
Publicado em 1 de agosto de 2026 às 12:14 | Atualizado há 1 hora
Fifa desiste de plano de investimentos privados após ameaça de boicote da Uefa | Foto: Getty Images
A Fifa desistiu da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa vinculada à entidade que receberia investimento privado. A desistência vem depois de repercussão negativa do plano, incluindo ameaça de boicote às competições por parte da Uefa. O anúncio de que o projeto não irá avançar foi feito em comunicado atribuído ao presidente Gianni Infantino, que reiterou que a intenção era de “fornecer uma base para fortalecer ainda mais as associações-membro”.
“Após ouvir atentamente todas as opiniões, tornou-se claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não estão mais no interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar”, diz um trecho do comunicado. Infantino também indicou que irá debater o assunto com associações. “Adiante, minha intenção é reunir todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas no espírito de interesse compartilhado em nosso jogo”, garantiu.
Desde terça-feira (28/07), a entidade lida com uma crise gerada pelo anúncio do plano, que pegou de surpresa a comunidade do futebol. A reação foi de rejeição imediata da Uefa. Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) e AFC (Ásia) se juntaram aos europeus, enquanto a OFC (Oceânia) e Conmebol (América do Sul) foram mais brandas. A FFE foi apresentada como forma de venda de ações a sócios minoritários, que teriam até 20% das participações.
A ideia era arrecadar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,3 bilhões), número calculado sobre um valor estimado da subsidiária de 20 bilhões de dólares (R$ 101,5 bilhões). O projeto veio depois da maior Copa da história, com 48 seleções, que ajudou a Fifa a alcançar um recorde financeiro de US$ 13 bilhões (R$ 66 bilhões) de faturamento no ciclo 2023-2026.
O que parecia somente um projeto de capitalização das associações nacionais de futebol conecta uma família, o presidente dos Estados Unidos e a Fifa. Joshua Kushner, empresário por trás da Thrive Eternal, havia sido indicado pela Fifa para liderar um grupo de investidores interessados em aportar o equivalente a R$ 21,4 bilhões em uma subsidiária que ostentaria em seu portfólio todas as competições masculinas, femininas e juvenis.