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Inglaterra anula Haaland, tem Bellingham decisivo e volta à semifinal da Copa após oito anos

Redação Online

Publicado em 11 de julho de 2026 às 22:06 | Atualizado há 2 horas

Jude Bellingham marcou os dois gols da vitória inglesa, neutralizou reação da Noruega e conduziu a Inglaterra de volta entre as quatro melhores seleções do Mundial | Fotos: Fifa
Jude Bellingham marcou os dois gols da vitória inglesa, neutralizou reação da Noruega e conduziu a Inglaterra de volta entre as quatro melhores seleções do Mundial | Fotos: Fifa

A Inglaterra está novamente entre as quatro melhores seleções do planeta. Com uma atuação taticamente consistente, marcação impecável sobre Erling Haaland e mais uma exibição decisiva de Jude Bellingham, os ingleses derrotaram a Noruega por 2 a 1, na prorrogação, neste sábado (11), no Hard Rock Stadium, em Miami, e garantiram vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. O resultado encerrou a surpreendente campanha norueguesa, responsável pela eliminação do Brasil nas oitavas de final, e recolocou os ingleses em uma semifinal de Mundial pela primeira vez desde a edição da Rússia, em 2018.

O grande protagonista da classificação foi Jude Bellingham. O meio-campista do Real Madrid voltou a assumir o papel de principal referência técnica da Inglaterra ao marcar os dois gols da equipe, chegando a seis na competição e igualando Harry Kane como maior artilheiro inglês neste Mundial. Além dos gols, comandou a organização ofensiva, acelerou transições, controlou o ritmo da partida e apareceu nos momentos de maior pressão para decidir o confronto.

Do outro lado, Erling Haaland viveu uma noite incomum. Depois de protagonizar uma das atuações mais marcantes da Copa ao eliminar a seleção brasileira, o atacante encontrou pela frente um sistema defensivo praticamente perfeito. Bem marcado durante os 120 minutos, recebeu poucas bolas em condições favoráveis, participou pouco da construção ofensiva e terminou o duelo sem conseguir exercer influência decisiva sobre o resultado.

A Inglaterra iniciou a partida impondo posse de bola e ocupando o campo ofensivo. A equipe de Thomas Tuchel circulava a bola com paciência, explorando principalmente o lado direito do ataque, enquanto Harry Kane recuava para participar da construção das jogadas e Bellingham distribuía o jogo entre os setores. A Noruega respondeu apostando em linhas compactas, forte marcação e velocidade para explorar os espaços deixados pelos ingleses.

Mesmo controlando territorialmente o confronto, a Inglaterra encontrou dificuldades para transformar superioridade em oportunidades claras. A organização defensiva norueguesa limitava os espaços próximos da área e obrigava os ingleses a recorrerem a cruzamentos e finalizações de média distância.

Quando parecia controlada, a partida ganhou novo rumo. Aos 35 minutos do primeiro tempo, Martin Ødegaard conduziu rápido contra-ataque e encontrou Andreas Schjelderup pela esquerda. O atacante dominou e acertou um belo chute da intermediária para vencer Pickford e abrir o placar para a Noruega, repetindo o protagonismo que já havia demonstrado diante do Brasil.

O gol aumentou a confiança dos escandinavos, que passaram a pressionar mais alto e chegaram a criar novas oportunidades antes do intervalo. A Inglaterra, porém, respondeu imediatamente. Nos acréscimos da etapa inicial, Anthony Gordon encontrou Bellingham na entrada da área. O camisa 10 conduziu entre os marcadores e finalizou cruzado para empatar a partida, devolvendo tranquilidade aos ingleses antes do descanso.

Ainda no primeiro tempo, Harry Kane chegou a balançar as redes após assistência do próprio Bellingham, mas a arbitragem assinalou impedimento, confirmado posteriormente.

A etapa complementar apresentou um confronto ainda mais equilibrado. A Noruega cresceu ofensivamente, passou a explorar bolas aéreas e levou perigo em diversas oportunidades. Haaland obrigou Pickford a realizar importante defesa em cabeceio, enquanto Heggem chegou a marcar após rebote, mas o gol foi corretamente invalidado por falta do camisa 9 norueguês sobre o goleiro inglês.

Pouco depois, a equipe comandada por Ståle Solbakken voltou a assustar. Após cobrança de escanteio, Kristoffer Ajer cabeceou no travessão, aumentando a pressão sobre a defesa inglesa.

Sem conseguir encontrar espaços pelo centro, Thomas Tuchel promoveu mudanças ofensivas. A entrada de Bukayo Saka trouxe velocidade pelos lados do campo e devolveu intensidade ao ataque inglês, que voltou a criar boas oportunidades, embora sem conseguir transformar o domínio em vantagem durante o tempo regulamentar.

Com o empate persistindo, a decisão foi para a prorrogação.

Logo no início do tempo extra, a Inglaterra construiu a jogada que definiu a classificação. Morgan Rogers arriscou de fora da área, o goleiro Nyland não conseguiu segurar a bola e ofereceu rebote. Atento ao lance, Bellingham apareceu livre para completar para o gol e marcar seu segundo na partida, colocando a Inglaterra em vantagem.

A Noruega ainda tentou reagir nos minutos finais. Solbakken promoveu alterações, inclusive substituindo Haaland em busca de maior mobilidade ofensiva. A equipe escandinava aumentou a pressão, ocupou o campo de ataque e buscou o empate até o último lance, mas encontrou uma defesa inglesa extremamente organizada, que neutralizou praticamente todas as investidas.

A Inglaterra ainda chegou a ter um pênalti marcado após lance envolvendo Djed Spence, mas a decisão foi revista pelo árbitro após consulta ao VAR, que anulou corretamente a penalidade.

O apito final confirmou a classificação inglesa e encerrou uma das campanhas mais surpreendentes desta Copa. A Noruega deixa o torneio após alcançar, pela primeira vez, as quartas de final de um Mundial. A seleção europeia superou Iraque e Senegal na fase de grupos, eliminou Costa do Marfim na primeira fase eliminatória e protagonizou uma das maiores zebras da competição ao despachar o Brasil nas oitavas de final.

Para a Inglaterra, a vitória representa muito mais do que uma classificação. A seleção volta às semifinais da Copa do Mundo oito anos depois da campanha realizada na Rússia e mantém viva a possibilidade de conquistar o segundo título mundial de sua história, seis décadas após levantar a taça pela única vez, em 1966.

Agora, os ingleses aguardam a definição do adversário, que sairá do confronto entre Argentina e Suíça, para seguir sonhando com o retorno ao topo do futebol mundial.

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