Esportes

Início amargo

Redação DM

Publicado em 9 de outubro de 2015 às 02:35 | Atualizado há 11 anos

O Brasil estreou nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia de 2018 ontem, fora de casa, contra o Chile e em um jogo pegado, os comandados de Dunga foram derrotados pelos donos da casa pelo placar de 2 a 0, com  gols marcados por Eduardo Vargas e Alexis Sanches.

A derrota na estreia para a seleção chilena foi a primeira na história que a equipe canarinho iniciou as eliminatórias perdendo a partida. E com a vitória o Chile quebrou um tabu que já durava 15 anos sem vencer a seleção brasileira.

A última vez que os chilenos haviam derrotado os brasileiros havia sido em 2000, também na capital do país – na ocasião, o técnico do time da CBF ainda era Vanderlei Luxemburgo.

Com o triunfo, a seleção andina passará o Brasil no ranking da Fifa pela primeira vez na história, assim que sair a próxima atualização da lista. Essa também foi a primeira vez em todos os tempos que a seleção brasileira começou as eliminatórias com derrota, desde que a competição começou a ser disputada, em 1954.

Um feito e tanto para a Roja, que quebrou dois tabus num só dia. Nos instantes finais, a torcida se divertiu e aproveitou para tirar sarro, gritando “olé, olé, olé” a cada toque de bola da equipe da casa.

Com a vitória, os comandados de Jorge Sampaoli assumem a liderança do torneio, ao lado de Uruguai, Colômbia e Paraguai, que também venceram. Já o Brasil fica no fundo da tabela, com 0 ponto.

Na próxima rodada das eliminatórias, o Chile volta a campo na terça-feira, às 23h15 (horário de Brasília), contra o Peru, fora de casa. No mesmo dia, mas às 22h, o Brasil tenta se recuperar contra a Venezuela, em Fortaleza.

 

O jogo

Empurrado pela torcida, o Chile começou a partida tocando bola de pé em pé e tentando criar jogadas com o “Mago” Valdivia. Aos 4 minutos, ele achou o atacante Vargas livre pela direita. O ex-gremista bateu colocado, mas Jefferson defendeu com segurança. A resposta canarinho veio com Hulk, em cobrança de falta aos 7. O chute do atleta do Zenit saiu forte, mas à esquerda da meta defendida pelo goleiro Bravo, do Barcelona.

A Roja, porém, seguiu em cima e chegou bem mais uma vez aos 13, quando, após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Díaz, que emendou de voleio de fora da área, para defesa de Jefferson. No lance seguinte, Vargas recebeu na meia-lua, girou e finalizou bonito, mas lamentou ao ver a pelota ir à direita do gol brasileiro.

O duelo seguia num perde-e-ganha frenético no meio-campo, com os jogadores disputando cada bola como se fosse a última. Aos 17, Hulk escapou bem e avançou com liberdade até a entrada da área, de onde disparou forte, por cima do gol. Dez minutos depois, Daniel Alves cruzou na área, a bola passou por todo mundo e achou Oscar livre do lado esquerdo. O meia do Chelsea bateu nela com raiva, mas sem direção.

A partir daí, porém, o duelo ficou “morno”, com os dois times errando muitos passes e cruzamentos. O Brasil tentava apertar a saída de bola da defesa chilena, e até conseguiu roubar uma boa bola com Oscar, quase na meia-lua. Na sequência do lance, o camisa 11 tentou enfiada para Hulk, mas Medel recuperou-se de sua falha e cortou.

Aos 34 minutos, David Luiz sentiu dores no joelho e pediu para sair, deixando a partida para a entrada de Marquinhos, seu companheiro no Paris Saint-Germain. Jorge Sampaoli, por sua vez, tirou o zagueiro Silva e colocou o experiente meia-atacante Mark González. O efeito foi quase que imediato: logo no lance seguinte, Alexis Sánchez recebeu na área e chutou com violência. A bola explodiu na trave de Jefferson e saiu, deixando a torcida de cabelo em pé.

Antes do intervalo, contudo, o Brasil também mandou uma bola no poste, depois que Marcelo enfiou bola para Hulk e o camisa 21 tentou cruzar, mas viu ela bater na lateral da trave e terminar nas mãos de Bravo. Na sequência, Beasejour mandou de fora da área e Jefferson agarrou com segurança, levando a partida com 0 a 0 para o intervalo.

Na volta dos vestiário, a seleção brasileira voltou melhor e criou duas boas chances logo de cara, em escapadas pela esquerda de Oscar. Nos dois lances, porém, o meia do Chelsea viu a zaga chilena cortar seus cruzamentos. Em seguida, a equipe de Dunga teve mais uma grande oportunidade, em cobrança de falta frontal, mas o próprio Oscar chutou primeiro na barreira, depois para fora.

A resposta da Roja veio em cobrança de escanteio de Alexis Sánchez, que foi desviada e iria encontrar Vargas livre no segundo pau. Daniel Alves, porém, cortou em cima do lance, e Jefferson agarrou. Aos 10, o Chile voltou a acertar a trave, desta vez em lindo chute de Isla, de peito de pé. O arqueiro do Botafogo até pulou, mas não achou nada. Para sua felicidade, porém, ela explodiu no poste e saiu.

O Brasil tentou resposta em linda arrancada de Willian, que ia passando pelo time adversário inteiro até ser derrubado com uma voadora do volante Díaz. Apesar da reclamação da equipe canarinho, o árbitro Roddy Zambrano deu só cartão amarelo.

Aos 23, o Chile perdeu talvez aquela que tenha sido sua melhor chance criada no jogo. Após contra-ataque, a linha de passe achou Vidal, que abriu para Mark González na esquerda. O meia-atacante bateu cruzado e viu Alexis Sánchez chegar um segundo atrasado, sem conseguir empurrar para o fundo das redes.

Só que o gol da Roja estava maduro, e saiu apenas três minutos depois. Matías Fernández, que havia entrado na vaga de Valdivia, levantou na área, Vargas desviou e marcou. No lance, o goleiro Jefferson ainda relou na bola, mas não conseguiu fazer a defesa.

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