Esportes

José Maria Marin recebe condenação nos Estados Unidos

Redação DM

Publicado em 23 de agosto de 2018 às 01:00 | Atualizado há 8 anos

A justiça americana anunciou a sentença de José Maria Marin, que foi considerado culpado de seis acusações em dezembro. O ex-pre­sidente da CBF terá que cumprir quatro anos de prisão e pagar uma multa de US$ 1,2 milhão (R$ 4,9 mi­lhões). Além disso, a juíza Pame­la Chen determinou o confisco de US$ 3,3 milhões (R$ 13,4 milhões) em bens. Em 20 de novembro, uma nova audiência determinará quan­to ele terá que restituir.

A sentença teve como autora a juíza Pamela Chen, da Corte Fede­ral do Brooklyn, localizada no Dis­trito Leste de Nova York. Durante o anúncio da pena, Chen acusou Marin de ser “um câncer” que cor­rompeu o esporte no Brasil e no mundo e que ele “poderia ter dito não, mas em vez disso estendeu a mão e se uniu ao jogo”, referindo-se ao esquema de propinas do qual o cartola foi acusado.

O ex-dirigente já cumpriu cinco meses de detenção na Suíça e mais oito nos Estados Unidos, contabili­zando 13 meses. O tempo que ele cumpriu de prisão domiciliar em seu apartamento em Nova York não é contabilizado.

A promotoria americana tinha pedido dez anos de prisão e multa de US$ 6,6 milhões (R$ 26 milhões) a José Maria Marin, que foi considera­do culpado de conspiração para or­ganização criminosa, fraude finan­ceira na Copa América, Libertadores e Copa do Brasil e lavagem de di­nheiro nas Copa América e Liberta­dores no final do ano passado. O De­partamento de Estado dos Estados Unidos alega que ele causou pre­juízo de mais de US$ 150 milhões.

Os documentos enviados à corte com provas contra Marin in­cluem testemunhos de executivos de televisão e transferências bancá­rias. Também há o relato da parti­cipação dos ex-presidentes da CBF Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero. Ambos nunca responderam ao processo porque não se apre­sentaram à justiça americana.

A defesa do ex-dirigente pediu uma pena de 13 meses por causa da idade avançada e do estado frá­gil de saúde. Ele espera reduzir sua pena por bom comportamento. Caso isso aconteça, ela pode ficar dois anos e quatro meses detido.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia