Lesão grave de Estêvão pode tirá-lo da Copa do Mundo? Entenda o caso
Léo Carvalho
Publicado em 23 de abril de 2026 às 15:25 | Atualizado há 2 meses
Estêvão se lesionou em jogo contra o Manchester United e pode desfalcar o Chelsea e a Seleção Brasileira | Foto: Reprodução
Luís Eduardo de Sousa, Campinas (SP) — Folhapress
A lesão muscular sofrida pelo atacante Estêvão, do Chelsea, pode ter sido provocada por uma combinação de fatores como excesso de estímulo físico e descanso inadequado — causas consideradas comuns por especialistas ouvidos pela Folha.
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O problema também pode ocorrer após impacto direto no músculo ainda contraído, situação que pode atingir qualquer pessoa durante atividades físicas.
De acordo com o site The Athletic, do grupo The New York Times, a lesão do jogador foi classificada como grau quatro, o mais grave. Nesse estágio, há rompimento completo do músculo e, em alguns casos, também do tendão, estrutura que liga o músculo ao osso.
Estêvão se machucou no sábado (18), durante partida contra o Manchester United. O quadro pode afastá-lo da Copa do Mundo, que será disputada em junho nos Estados Unidos, México e Canadá.
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A lesão muscular é caracterizada pelo rompimento das fibras do músculo, com gravidade variável conforme a extensão do dano. Em níveis mais leves, como microlesões comuns na musculação, há apenas pequenas rupturas que fazem parte do processo de ganho de massa muscular e não limitam movimentos.
Já os quadros mais graves envolvem comprometimento funcional. Lesões de grau um atingem poucas fibras e não impedem o movimento. No grau dois, há limitação parcial e maior rompimento. O grau três representa a ruptura completa do músculo. No grau quatro, além disso, há também dano ao tendão.
Entre as causas mais frequentes estão o desequilíbrio muscular — quando a diferença de força entre membros ultrapassa níveis considerados seguros —, fadiga, alimentação inadequada e falta de descanso. Traumas de alta intensidade também podem provocar esse tipo de lesão.
Pessoas sedentárias têm maior risco em situações de esforço repentino, já que o músculo tende a estar mais rígido e com menor elasticidade.
O tempo de recuperação varia de três a seis meses, dependendo da gravidade e do tratamento adotado. Em casos com ruptura de tendão, como pode ser o de Estêvão, há possibilidade de cirurgia, o que pode prolongar o afastamento.
Especialistas destacam que o respeito ao período de recuperação é essencial para evitar recaídas, que podem agravar ainda mais o quadro. Por se tratar de um músculo importante para arrancadas e potência, a lesão pode impactar diretamente o desempenho do atleta.